Repórter: A legislação é um desafio para a região amazônica atrair investimento?
Governador: Sim, é um desafio. A gente precisa rever a legislação ambiental, em alguns pontos correta e em alguns pontos, considero exagero. A gente precisa rever algumas situações. Por exemplo: a legislação permite desmatamento numa área de mata de 20%, mas a área de mata é por regiões. Nós trabalhamos com a hipótese de considerar o estado como um todo. Temos cerca de 75% dele preservado e tem de ser feita uma compensação de áreas. É isso que a gente busca rever na legislação.
Repórter: O senhor polemizou também a respeito dos órgãos de controle. Como conciliar a questão do desenvolvimento e a fiscalização dos órgãos?
Governador: É um binômio: bom senso e boa vontade. Mas isso tem de ser mudada a legislação. Eu acho que não dá pra culpar os órgãos de controle quando eles estão cumprindo apenas o que está na legislação. O que tem de ser discutido é a legislação.
Repórter: E como conciliar a questão da preservação ambiental e o desenvolvimento?
Governador: Isso nós temos tecnologia suficiente para fazer isso. Somos capazes hoje, com toda tecnologia desenvolvida pelos brasileiros, pelos nossos amazônidas, de promover o desenvolvimento preservando o meio ambiente. Temos várias questões, várias alternativas de desenvolvimento, é preciso também definir a matriz energética, a matriz alimentar para que uma não possa sobrepor a outra. Enfim, temos tecnologia suficiente para isso.
Repórter: O senhor falou que a Amazônia deve ser discutida pelos brasileiros e para os brasileiros. Também, que deve haver uma rigidez na questão das ONGs internacionais. O senhor poderia falar sobre isso?
Governador: Eu acho que o maior interessado e o maior conhecedor somos nós. Com todo respeito que nós temos às comunidades estrangeiras, mas eu não consigo ver brasileiro visitando outros Estados, países, pelo mundo, definindo suas políticas públicas de desenvolvimento. Então eu defendo a tese dessa discussão interna corporis.
Assessoria de Comunicação do Confea
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