
O mercado de trabalho para o perito ambiental vem abrindo cada vez mais as portas aos profissionais de diversas áreas, inclusive de Engenharia, representando uma alternativa para aqueles que estão enfrentando dificuldade na hora de conseguir emprego devido à crise na economia. De acordo com o especialista Ricardo Freitas, a demanda por peritos ambientais no Brasil dobrou nos últimos dois anos, impulsionada, principalmente, pelas ações na Justiça. Freitas, que é engenheiro químico e de Segurança do Trabalho, especialista em Meio Ambiente, perito ambiental e auditor, foi o palestrante do curso “Perícia Ambiental”, realizado pela empresa Maxiambiental nos dias 14 e 15 deste mês, com apoio da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Amazonas (AEAA) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM). Mais de cem pessoas participaram dos dois dias de treinamento no hotel Intercity Premium, em Manaus. “O mercado está aquecido para a área de perícias ambientais; os Ministérios Públicos têm demandado muitos processos que envolvem esse assunto e o Judiciário, que não tem a expertise necessária, chama um perito; este será os olhos técnico-científicos do juiz, fornecendo à Justiça os atos praticados, as conclusões sobre determinado caso após uma análise criteriosa”, explicou Ricardo Freitas, que também é assessor técnico da Presidência do órgão estadual do Meio Ambiente de Alagoas. “De 2014 para cá, a demanda por esse profissional dobrou”, disse. De acordo com o especialista qualquer profissional legalmente habilitado em seu conselho de classe, com expertise no objeto da perícia e que não sejam levantados impedimentos ou suspeição sobre ele, pode atuar como perito. “A pericia ambiental representa uma alternativa nesse momento de crise, inclusive porque permite atuar com mais liberdade, ou seja, o profissional pode continuar realizando a sua atividade principal e atuar como perito em caráter complementar; é um ganho paralelo até chegar o momento em que queira se dedicar totalmente à perícia”, acrescentou. Desde o rompimento da barragem da Samarco, em Minas Gerais, no final do ano passado, considerado o maior desastre socioambiental do Brasil e um dos mais graves do mundo, que a área da perícia ambiental passou a receber uma maior atenção por parte do Poder Público e da iniciativa privada, conforme Ricardo Freitas. O desastre liberou 50 milhões de metros cúbicos de lama e rejeitos de minério de ferro que soterraram comunidades inteiras, matando 19 pessoas, deixando centenas de famílias desabrigadas e poluindo a bacia hidrográfica do Rio Doce até sua foz, além do litoral do Espírito Santo. “Depois do rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, os licenciamentos ambientais estão sendo feitos com maior rigor e um bom licenciamento evita uma série de problemas; numa situação de desastre, o perito vai verificar o que aconteceu, o que provocou o sinistro, quem falhou, onde falhou, enfim, são diversas questões que o perito vai analisar; no caso da Samarco, trata-se de um extremamente complexo e que envolve profissionais de diversas áreas de atuação”, comentou Freitas. O especialista explicou ainda que a perícia é realizada, na maioria dos casos, após a ocorrência de um sinistro ou desastre, mas também pode ser feita em situações que haja um risco iminente. “Uma indústria química possui um vaso de pressão, por exemplo, com a parte física comprometida e que não pode operar mediante determinadas temperatura e pressão; caso funcione nessas condições, pode ocorrer um rompimento e provocar danos ambientais e até mortes; este é um caso onde é feita a perícia pelo risco iminente, antes de acontecer um sinistro, um acidente”, exemplificou o palestrante. VEJA MAIS FOTOS AQUI Acyane do Valle Fotos: Acyane do Valle, Bianca Alves e Maxiambiental Assessoria de Comunicação do CREA-AM (92) 2125-7127 [email protected]
CREA-AM intensifica fiscalização no Festival de Parintins e reforça segurança das estruturas e valorização da engenharia
A equipe de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do...



