Segundo o trabalho, quase toda a pressão indireta que a soja produziria sobre a mata seria eliminada caso o combustível oriundo dela fosse trocado pelo de dendê.
“Para atender a mesma demanda de biodiesel, o dendê requer uma área muito menor, porque produz mais”, explica Lapola. “Com ele, o biodiesel ajudaria a promover a agricultura familiar e de pequena escala, sobretudo no Nordeste.”
No governo, porém, essa ideia ainda encontra resistência.
“O problema principal é mais associado à logística e à escala do que à matéria prima. A única oleaginosa que tem escala agora no Brasil para poder baixar o preço do biodiesel é a soja”, diz Suzana Kahn Ribeiro.
“O biodiesel de dendê, por exemplo, congela em temperaturas mais frias, e é preciso usar um aditivo descongelante.”
FONTE: RAFAEL GARCIA da Folha de S. Paulo – 09/02/2010
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