O presidente Marcos Túlio iniciou a reunião reforçando a importância dos Congressos Estaduais e do Congresso Nacional de Profissionais (CNP). “Vamos construir democraticamente as perspectivas de futuro para o nosso Sistema, para os nossos estados e também para o nosso país. O resultado que já observamos é fantástico, são mais de 350 pré-eventos realizados. Isso é muito significativo em termos de mobilização de uma categoria”.
A partir do cenário atual do Brasil, com a mudança já observada nos últimos 10 anos, Marcos Túlio lembrou que a sociedade está mobilizada e, de maneira especial, provocando uma mudança qualitativa na inserção do Brasil no cenário internacional. “Em Copenhague, na COP-15, se discutia a criação de outros índices que mensurassem a felicidade, a qualidade de vida do cidadão com uma perspectiva de crescimento. Temos que ter Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) estabelecido como meta, além do Produto Interno Bruto (PIB). Também precisamos ter índices de responsabilidade ambiental. E esse é um desafio que as nossas profissões têm papel fundamental”, observou Túlio.
O senador Renato Casagrande (PSB-ES), que é engenheiro florestal, se disse feliz ao testemunhar o Conselho debater o combate à corrupção, como o Movimento e o Manifesto Anticorrupção da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia. Com a importante participação do Sistema no Movimento Ficha Limpa. “Posso testemunhar que temos esse comportamento. Que o Sistema está buscando muito mais. Está buscando uma sociedade cada vez mais justa”, observou.
Ao fazer um retrospecto da evolução do país nos últimos anos, o senador Casagrande lembrou que o Brasil começa a planejar e a investir em infraestrutura. “Passamos um período que não tínhamos (nós engenheiros) nenhuma perspectiva de trabalho. Hoje temos, mas ainda aquém. O Brasil tem um passivo em infraestrutura que precisa ser recuperado, e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) começou a criar uma cultura de planejamento no país”. No Espírito Santo, segundo ele, a infraestrutura instalada é da década de 60. “Agora é que começamos a fazer obras que não nos deixem presos ao passado. Esse processo de mudança está relacionado às nossas profissões e temos muita responsabilidade sobre isso”, finalizou.
Sobre a mudança no Espírito Santo, que hoje é tido como referência em gestão e em planejamento no Brasil, o vice-governador Ricardo Ferraço atribuiu a uma profunda mudança de foco, desde 2003, na administração do estado. “Implantamos um modelo de gestão com resultados monitorados, para que os resultados levem benefícios aos cidadãos, com a transformação de sonhos em realidade”.
A melhoria da capacidade de investimento do estado permitiu um volume de R$ 1 bilhão investido em 2009 e o mesmo valor estimado para 2010. “Conseguimos a junção do desenvolvimento econômico com o desenvolvimento humano. Assim já diminuímos em 50% a miséria, com 600 mil capixabas ingressando na classe média. Mesmo com um plano estratégico para 20 anos, ainda temos um conjunto relevante de desafios que precisam ser superados”, observou Ferraço.
A meta do Espírito Santo é interferir de forma positiva para a diminuição dos indicadores de miséria e pobreza do Brasil. “Não tem sentido evoluir sem produzir oportunidade compartilhada. Isso é o sentido da política. Quando saímos dos limites corporativos para pensar o Brasil, como o Confea e o Sistema estão fazendo, conseguimos mudar realidades”, finalizou o vice-governador.
Manifesto – “vamos reduzir ou eliminar aquilo que continua como uma ferida no nosso país e que aqui no estado foi enfrentado com o crescimento ético e com o combate à corrupção. Temos desafios enormes e tenho certeza que a nossa reunião será mais um momento para esse salto que as nossas organizações já estão dando ao longo dos anos”, disse o presidente Marcos Túlio, ao falar aos presidentes que durante o CP o Manifesto do Movimento Anticurrupção da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia estará disponível para coleta de assinaturas. O presidente ainda lembrou que o Manifesto já conta com assinatura de muitas entidades, a exemplo das entidades vinculadas ao Colégio de Entidades Nacionais (Cden), da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviária (Aneor).
O coordenador do Colégio de Presidente (CP), Jonas Dantas, lembrou que o CP é um fórum que a cada dia mais se pronuncia e assume a sua importância diante do desenvolvimento que o Brasil começa a implantar. “Vamos discutir temas importantes para o desenvolvimento sustentável e, principalmente, que sirva para o Brasil”. Já o presidente do Crea-ES, Luis Fiorotti, anfitrião do CP, ressaltou que “aqui vamos construir indicadores que valorizem cada vez mais as nossas profissões”.
Fonte: Confea
Ascom CREA-AM




