PF fiscaliza garimpos ilegais no AM

A Polícia Federal cumpre 49 mandados, entre busca e apreensão, condução coercitiva, interrupção de atividade econômica e sequestro de bens e contas bancárias no Amazonas, nesta quinta-feira (26). A ação combate o mercado negro de compra e venda de ouro oriundo de garimpos ilegais na região de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus).

quinta-feira, 26 de janeiro, 2012 - 13:29
n


Batizada de “Parvo”, no Amazonas, a operação se concentra na capital e em São Gabriel da Cachoeira. A PF também executa a ação em outros estados da Federação, como São Paulo, Pernambuco, Minas Gerais e Goiás.A investigação começou no final de 2009. Neste período, os policias federais identificaram uma rede ilegal de comércio do mineral valioso em Manaus. De acordo com a PF, o crime envolve desde garimpeiros, receptadores, compradores, financiadores e clientes em outros estados brasileiros.O chefe   da  Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (DELEMAPH), delegado federal Daniel Ottoni, dará mais informações sobre a operação na tarde desta quinta-feira na sede da PF no Amazonas.NomenclaturaO nome “Operação PARVO” faz referência à Pirita de Ferro, mineral não precioso, que devido a seu brilho metálico e à cor amarelo-dourada, recebeu também o apelido de ouro-dos-tolos ou ouro-dos-parvos.Terras indígenasEm setembro de 2011, lideranças indígenas de Roraima pediram apoio à Comissão da Amazônia da Câmara dos Deputados para tentar conter o garimpo ilegal nas terras Yanomami e Yekuaba do Estado. Segundo a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), membro da comissão, a extração de ouro nas terras provocava escassez de alimentos e contaminação dos rios.Em novembro do mesmo ano, uma operação da Polícia Federal, Exército Brasileiro, Força Aérea e Fundação Nacional do Índio (Funai) apreendeu 13 garimpeiros na região Noroeste de Roraima. Na época, a Reserva indígena Yanomami era alvo de atividades ilegais de garimpeiros.Na ocasião, as fiscalizações se concentraram em territórios indígenas e em áreas de fronteira na Amazônia. O procedimento de desocupação dos garimpeiros contou com patrulhas aquáticas, terrestres a áreas.Durante a ação, garimpeiros fugiram para a mata. Eles deixaram parte dos equipamentos escondidos nos antigos garimpos. Com a ação de retirada, mais de R$ 1 milhão em equipamentos foram destruídos. O trabalho contou ainda com a desativação de pistas de pouso e apreensão de alimentos.Fonte: Portal Amazônia

Veja mais