A expansão da agricultura e da demanda por carne para alimentar a população mundial deve aumentar as emissões globais de óxido nitroso (N2O) em 16% até 2022, de acordo com estudo publicado neste domingo (13) na revista “Nature Climate Change”. As emissões desse gás, quarto que mais impacta o efeito estufa – atrás apenas do dióxido de carbono, metano e do ozônio troposférico – passarão de 6 milhões de toneladas a 7 milhões de toneladas por ano entre 2012 e 2022. A maior parte deste aumento será devido ao aumento do uso de fertilizantes à base de nitrogênio em países da Ásia, América Latina e África. De acordo com David Reay, um dos autores do artigo, a maior demanda da população por alimentação e consumo de carne vai impulsionar significativamente as emissões causadas pela agricultura. Impacto do homem Embora alguns desses gás são emitidos para a atmosfera a partir de fontes naturais, entre 40% e 50% das emissões a partir de 1990 ocorreram por atividades humanas, como queima de biomassa, uso de fertilizantes na agricultura e processos industriais. O estudo afirma que em 2050 a agricultura deve contribuir com até 85% das emissões de carbono, uma porcentagem significativamente maior do que os 60% de 2005. Para Reay, medidas como o uso racional de fertilizantes e mudanças nos hábitos alimentares podem prevenir este aumento. Projetos como a redução do consumo de frango per capita em países desenvolvidos como o Japão (onde grande parte da dieta é baseada em peixe), reduziria em 100 mil toneladas as emissões de N2O, o equivalente a 46 milhões de toneladas de CO2. Fonte: G1
CREA-AM intensifica fiscalização no Festival de Parintins e reforça segurança das estruturas e valorização da engenharia
A equipe de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do...



