
De acordo com o chefe da seção de supervisão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Veríssimo Farias, as chuvas alcançaram, em maio, a marca de 349,4 ml em Fonte Boa – quando o ‘normal’ é 282 ml. Outro município com elevação foi Tefé, onde choveu 370,3mm em um mês, cerca de 1/3 a mais que o total esperado para o período.A previsão para junho do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) aponta chuvas acima dos padrões climatológicos no extremo Noroeste e Oeste do Amazonas, em uma área que abrange São Gabriel da Cachoeira, Iauarete, São Paulo de Olivença e Tabatinga. Os maiores valores devem ser registrados nos meses de junho e julho. Nas demais áreas, as precipitações devem ocorrer dentro dos padrões climatológicos.Em Manaus, o volume de chuva esperado fica entre 83 e 118 mm. No mês de julho, a expectativa é ainda menor: entre 32 e 92 mm, como explica a meteorologista do Sipam, Ana Cleide Bezerra. “Maio é considerado um mês de transição. Saímos da estação chuvosa para a seca, sendo que as condições meteorológicas podem se apresentar com características da estação que se encerra (dias com bastante nebulosidade e chuva com trovoadas), e da estação que se inicia (período com chuvas isoladas e poucas nuvens)”, afirmou.Chuvas e os riosO Serviço Geológico Brasileiro (CPRM) divulgou hoje (31) o terceiro e último alerta de cheias dos rios em 2012. Segundo o superintendente da autarquia, Marcos Oliveira, caso as chuvas permaneçam intensas na área de influência sobre o rio Negro, é possível que o rio ultrapasse a cota máxima prevista anteriormente, de 30,13m, e alcance o nível de 30,27. Atualmente, rio permanece estável em 29,97cm, mas o pico da subida das águas ocorre, ordinariamente, durante o mês de junho.Mesmo com o nível elevado em Barcelos, o rio Negro está 33 cm abaixo da cheia máxima registrada em 1976. Em São Gabriel da Cachoeira, o nível está 1,01 m abaixo da cheia máxima registrada em 2002. O monitoramento hidrológico, resultado do trabalho entre o CPRM e o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), também aponta a redução no volume das águas do rio Solimões: em Tabatinga. As altas são registradas em Itapéua – onde o nível máximo chegou a 17,63 metros – e no Careiro, onde o nível atual é o maior registrado em toda a série histórica (17,43 m).Para Veríssimo Farias, o motivo para o aumento dos rios é a influência da Cordilheira dos Andes, do Oceano Pacífico e até de rio Branco, em Roraima. “São estes que alimentam os rios Negro e Solimões. Ao somar com a pouca, mas existente, influência do efeito La Niña (fenômeno que diminui a temperatura na linha do Equador), a consequência é este alto volume das águas”, explicou.Fonte: Portal Amazônia
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