
A resposta para como promover o desenvolvimento sustentável está em aberto, mas Sachs, aos 85 anos, vê que o caminho está em planejar os passos a dar, olhando criticamente para a história mundial. Experiências passadas não garantem nenhuma certeza do que virá, mas são um bom guia para o que devemos evitar.Para Ignacy Sachs, os objetivos do desenvolvimento são sempre em última instância sociais. “Devemos melhorar a condição de vida dos que estão navegando junto conosco na nave espacial Terra. Não basta querer progresso para os homens e dizer que devemos respeitar a natureza. Se não transformarmos esses desejos em realidade, nada acontece”, afirma.Crítico de modelos de urbanização vistos nas últimas décadas, Ignacy Sachs menciona a necessidade de um novo olhar sobre o campo: “Eu acredito que a questão da agricultura familiar vai ocupar um papel muito importante nas estratégias de desenvolvimento dos países emergentes. Menos na Europa, porque já passamos por uma série de reformas agrárias e porque o papel da economia agrária é menor”.Defensor do uso de energias alternativas, Ignacy Sachs lembra que combustíveis fósseis geram problemas climáticos extremamente graves, além de se esgotarem. Mas o esgotamento não chega a ser o problema central para ele, mas sim a ameaça da energia nuclear, que pode levar a catástrofes naturais. Sachs defende que o Brasil não pode abrir mão de grandes projetos hidrelétricos e que devemos aprender a usar melhor a energia que temos e o conjunto das energias renováveis. “Sem dúvida, tivemos um progresso razoável, na eólica, inclusive, na energia de biomassa. O capítulo de energia é um capítulo fundamental nas estratégias de desenvolvimento”, enfatiza.Fonte: G1
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