
Sem autorização para extração de matéria-prima, o polo cerâmico deve atrasar a retirada da argila em pelo menos 30 dias e pode ter a produção comprometida, com risco de parar. A informação é do Sindicato da Indústria de Olarias do Estado do Amazonas (Sindcer/AM). Em torno de 95% das olarias estão sem permissão do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para a exploração da argila. Com o nível do rio ainda elevado, impossibilitando a extração da argila, o setor ‘sobrevive’ do estoque, que deve durar, no máximo, até novembro, segundo estimativa do sindicato. O período entre agosto e outubro é o único do ano para a extração da matéria-prima. “Nós temos uma época para a extração da argila e tem olarias com estoque só até outubro. Nossas argileiras são em áreas de várzea e, com a maior cheia da história e a seca bastante lenta, o rio ainda não atingiu o nível mais baixo para a regularização. A exploração já era para ter começado”, explicou o vice-presidente do Sindcer/AM, Sandro Santos, proprietário da olaria Monte Mar. A demora para a extração da argila preocupa o setor não somente pelo período curto que sobrará para sua exploração até o retorno das chuvas, mas também pelo tempo em que a matéria-prima fica sem poder ser utilizada. “Quando retiramos a argila, ela ainda tem um tempo de descanso para ser usada”, disse Santos. Formado por 40 olarias em Iranduba e Manacapuru, o polo cerâmico tem, em geral, cerca de 90 dias para a extração da argila. Para este ano, a estimativa é que esse tempo caia para 30 a 45 dias. Segundo a presidente do Sindcer/AM, Hyrlene Ferreira, o setor ainda aguarda a autorização do Ipaam, conforme definição da última reunião com o órgão, há duas semanas. Preço ainda estável Com as baixas encomendas , o preço médio do milheiro do tijolo não se alterou nos últimos meses. Segundo o Sindcer/AM, o valor varia de R$ 400 a R$ 450. Com as vendas em baixa, os fabricantes evitam falar em aumento no preço. “Não tem como aumentar se não temos mercado”, explica o proprietário da Olaria Monte Mar. Produção mineral deve crescer acima de 10% A venda da produção mineral no Amazonas deve crescer acima de 10% este ano em relação ao ano passado, segundo estimativa do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A venda da produção no Estado cresceu 3,73% no último levantamento do órgão, em abril deste ano em comparação ao mesmo mês de 2011. O montante arrecadado saltou de R$ 94,5 milhões para R$ 98,1 milhões. Cassiterita, columbita-tantalita e água foram os minerais que ‘puxaram’ o desempenho nesse período. A retomada, em fevereiro, da produção do minério primário da Mina do Pitinga, em Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros ao norte de Manaus), é um dos fatores responsáveis pelo resultado alcançado, segundo o superintendente do DNPM Fernando Burgos. Principal responsável pelo volume total de venda, a Mineradora Taboca explora estanho (cassiterita), columbita-tantalita na região. Desde 2008, a Taboca passa por uma reestruturação devido à venda para o grupo peruano Minsur. A empresa investiu cerca de R$ 1,2 bilhão na reestruturação até o ano passado. Em abril de 2009, a mineradora paralisou a lavra da ‘rocha sã’ e começou a trabalhar somente com resíduos minerais ou rejeitos, o que resultou em uma forte queda da produção mineral no Estado. Amazonas e Rondônia são os principais produtores de estanho, com cerca de 60% e 40%, respectivamente. A demanda interna é formada por segmentos como a indústria de soldas e indústria química. Fonte: D24 – AM
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