
A burocracia é um dos principais problemas que impactam os custos e a produtividade da indústria da construção, de acordo com a “Sondagem Especial – Burocracia e a Indústria Brasileira”, divulgada na última segunda-feira (10) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a pesquisa, 85% dos empresários entrevistados acreditam que o grande número de obrigações legais é a maior dificuldade enfrentada pelo setor. Já 50% acredita que a complexidade dessas obrigações é o que atrapalha a produtividade da construção civil. Para os 35% dos empresários de obras de infraestrutura e serviços especializados, o principal problema é a constante mudança nas obrigações legais. Já para os entrevistados do setor de construção de edifícios, há um empate entre a frequência de mudanças e o excesso de penalidades para quem não cumpre as obrigações, com 36% para cada item. Em relação ao principal impacto da burocracia no setor, 54% dos consultados pela CNI acreditam que o aumento do custo de gerenciamento de trabalhadores é o fator que mais influencia. Já para 47% dos empresários, o atraso ou a dificuldade na finalização da obra sofre maior impacto da burocracia. Especificamente na construção civil, a principal consequência, segundo 59% dos entrevistados, é o atraso na obra. Já para as obras de infraestrutura, 55% das empresas acreditam que o aumento do custo de gerenciamento de trabalhadores é o item mais impactado. A pesquisa também analisou quais áreas burocráticas que afetavam as empresas da construção civil. Os dados apontam que 88% dos entrevistados acreditam que a burocracia na legislação trabalhista é o que mais afeta a produtividade da empresa. As obrigações contábeis também estão inclusas no dado, com 86%. Já as áreas cuja burocracia possui menos influência são: procedimentos aduaneiros (46%), procedimentos para obtenção de financiamento público (71%) e licitações públicas (72%). O estudo aponta que o processo burocrático é maior nas obrigações determinadas pelas leis ambientais e trabalhistas: 72% dos empresários entrevistados acreditam que a intensidade da burocracia é alta na legislação ambiental, enquanto 67% afirma o mesmo em relação às leis trabalhistas. Os procedimentos para pagamentos de tributos e a previdência social são os itens com menor exigência burocrática, com 32% e 38%, respectivamente. De acordo com a CNI, 12% dos empresários afirmam que não há burocracia no pagamento de tributos. O estudo completo pode ser acessado no site da CNI. Fonte: Pini Web
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