Petrobras e HRT firmam parceria para viabilizar gás na Bacia do Solimões

A iniciativa foi considerada inédita e deverá escoar a produção para o consumo de gás natural

terça-feira, 16 de outubro, 2012 - 14:51
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A Petrobras firmou um protocolo de intenções com a concorrente HRT e a sócia anglo-russa TNK-PB para avaliar a viabilidade de comercialização dos 3 milhões de metros cúbicos de gás natural encontrados pela HRT no campo de Juruá, em setembro. O acordo foi assinado, ontem, em Manaus, pela presidente da estatal, Graça Foster, que evitou dar detalhes sobre a possibilidade do escoamento da produção de gás natural na Bacia de Solimões pelo gasoduto. De acordo com o comunicado da HRT ao mercado, “questões ambientais, financeiras, jurídicas e tributárias para a implementação da monetização do gás natural estão previstas no protocolo, além da elaboração de um plano de trabalho, em até 30 dias, que definirá atividades e cronogramas referentes ao projeto”. O protocolo tem prazo de vigência de seis meses. Na assinatura do documento, a presidente da Petrobras disse apenas que a parceria será um instrumento para verificação bilateral da produção de gás e trará grandes vantagens para todas as empresas envolvidas, assim como para o Amazonas. Segundo Graça Foster, o objeto principal do protocolo é o estudo do potencial gaseífico das reservas da HRT, que detém a concessão de 21 blocos na Bacia do Solimões, que fazem fronteira com os da Petrobras. Em meio à desvalorização de 60% das ações este ano, o anúncio da parceria refletiu imediatamente na valorização dos papéis da HRT na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). As ações da companhia tiveram uma alta de 19,28% e chegaram a ser comercializadas a R$ 5,32. A desvalorização da HRT e de sua parceira TNK, que detém 45% da concessão no Amazonas, é atribuída à incerteza de como a companhia comercializaria o gás encontrado no Amazonas, além do demorado retorno operacional cobrado pelos investidores. Na avaliação do presidente da HRT, Márcio Rocha Mello, esta é uma parceria histórica entre as duas companhias que atuam na exploração de petróleo e gás natural na Amazônia. “Estamos unindo forças para estudar todo o potencial gaseífico.O grande benefício que vai surgir vai ser a possibilidade de industrializar o interior. Vamos explorar perto de Tapauá. Imagina partir para a industrialização e benefício desse gás no interior e daí sair para o exterior?”, salientou Mello. O presidente da HRT classificou as reservas, principal objeto do protocolo, como a maior descoberta de gás do Brasil por um bloco em terra firme. Segundo ele, essa área pode produzir até 3 milhões de metros cúbicos por dia, e isso equivale hoje a metade da produção diária da Petrobras no Amazonas. “Temos a presidente Graça Foster como arquiteta de toda a parceria. Esse casamento faz todo o sentido. A longo prazo, vamos investir US$ 2,5 bilhões e a Petrobras também entrará como grande investidora. Nenhuma empresa furou tão rápido quanto a gente”, disse. Fonte: D24AM

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