
Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontam que o Amazonas possui o maior déficit habitacional do Brasil. Enquanto o índice nacional é de 9,3%, a falta de moradia no Estado chega ao índice de 25,4%. De acordo com o último Censo do IBGE, entre 2000 e 2010, o número de habitantes que vivem de aluguel subiu 139% em Manaus. O consultor imobiliário Thomas Hwang explica que o crescimento econômico do Estado atraiu brasileiros de outros estados e até estrangeiros para capital amazonense, impulsionando o mercado de aluguel. “Com a alta rotatividade de moradores esporádicos, que vêm a cidade para trabalhar ou estudar, os preços sofrem uma hipervalorização”, diz. Conforme o corretor, os imóveis residenciais de padrão popular, de até três dormitórios, são os mais requisitados pelas famílias que buscam locação. O valor do aluguel varia conforme a localização, mas os imóveis de padrão popular têm preços em torno de R$ 500. “A região Centro-Sul, apresenta boa infraestrutura, por isso é uma das mais requisitadas. Os locatários buscam a comodidade e preferem os locais perto de escolas, bancos e supermercados”, aponta Hwang. Em 2010, casas e apartamentos lideravam a preferência para o aluguel. Havia em todo Estado 114.543 domicílios alugados. Com base no salário mínimo de R$510,00, o Censo verificou que no Amazonas a maioria dos domicílios alugados pagava de um quarto a meio salário mínimo por mês (42,5%). O segundo maior contingente de imóvel alugado pagava o valor de mais de meio a um salário mínimo (37,3%). Ambos os valores indicam que a maior concentração de aluguel está no grupo das pessoas com renda mais baixa. Portanto, mais suscetíveis a pagar aluguel. A cearense, Silvana Silva recebeu uma proposta de emprego para trabalhar no Distrito Industrial e resolveu mudar-se para Manaus. Ela não esperava encontrar problemas para alugar um ambiente bom para morar. “Aluguel barato em Manaus esta relacionado à falta de conforto”, conta. Ela já trocou de apartamento oito vezes em sete bairros da capital. “Alugava pelo valor e depois me arrependia e procurava outro. Hoje, encontrei um local para morar seguro e bem localizado”, afirma Silvana, que gasta mais de um salário mínimo em aluguel. Pechinchar preços é a melhor alternativa para quem procura alugar imóveis baratos e confortáveis. “A pechincha coletiva poderá e irá readequar o momento imobiliário que o País atravessa. A solidez do nosso mercado imobiliário atual está nas mãos do consumidor”, diz Thomas Hwang. Hwang explica para ingressar nesse mercado, o investidor precisa estar atento também para a manutenção do empreendimento. “O público é exigente. Muitas vezes, imóvel está disponível, mas não está preparado para o cliente morar. Isso é um erro”, diz Thomas. “As pessoas que investiram em imoveis no passado estão agora recebendo o retorno do investimento”, completa. Valor dos imóveis O bairro Cidade Nova possui casas bem estruturadas, mas o valor do imóvel não consegue atingir o patamar como no bairros Parque Dez devido à localização. “Assim, uma casa com dois quartos, suíte, sala de jantar e visita e cozinha americana custa entre R$ 140 mil a R$ 300 mil na Cidade Nova. Um imóvel com mesma estrutura no Parque Dez chegaria a R$ 550 mil, dependendo da localização no bairro”, explica o corretor imobiliário, Marcos Nascimento. Fonte: Portal Amazônia
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