Obras públicas vão abrir até 90 mil empregos no Estado

Pacote do governo vai aquecer segmentos de fornecedores da construção

quinta-feira, 7 de fevereiro, 2013 - 10:17
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Até 90 mil empregos diretos e indiretos devem ser criados na capital e no interior do Amazonas com o pacote de R$ 6,4 bilhões em obras públicas anunciado pelo governador Omar Aziz para os próximos dois anos, segundo as entidades da construção civil. Os segmentos de alimentação, serviços gerais, segurança e tecnologia da informação também devem se beneficiar com os novos postos de trabalho. O anúncio é visto com bons olhos por representantes de entidades da construção civil, segmento que hoje emprega diretamente mais de 80 mil pessoas. “Você está trabalhando e envolvendo, além da construção, segurança, limpeza, TI (Tecnologia da Informação), uma infinidade de setores que dão suporte”, avalia o presidente da Capital Rossi, Pauderley Avelino. Segundo ele, a conta para os postos de trabalho é de três empregos indiretos para cada um direto. “A cadeia produtiva é elástica, é grande e realmente muito forte”, complementou. Na última terça-feira, o governador afirmou que o Estado preparou um pacote de investimentos para as áreas de infraestrutura, saúde, educação e segurança pública. O anúncio foi feito durante a leitura da mensagem governamental na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE/AM). As obras orçadas em R$ 6,4 bilhões vão gerar 30 mil empregos diretos, informou Aziz. Aquecimento O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec), Roberto Bernardes, destaca o aquecimento do mercado de trabalho no segmento. “Os empregos geralmente triplicam porque dentro dessas obras se mexe com uma demanda grande de fornecedores, materiais de construção, pessoal de alimentação”, observa Bernardes. Na análise do vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon/AM), Frank Souza, os empregos indiretos representam, em média, até 100% dos postos diretos. Souza viu o anúncio do pacote como mais um incentivo à construção civil, que nos últimos quatro anos passou por um ‘boom’ imobiliário. Segundo o vice-presidente do Sinduscon/AM, 30% a 40% da mão de obra são voltados a obras públicas, percentual que deve aumentar com as reformas e construções previstas até 2014. Qualificação da mão de obra é desafio da construção civil Apesar da euforia com o anúncio de novos empregos, a falta de trabalhadores qualificados preocupa o setor. “Não temos mão de obra qualificada para atender esse número de empregos”, afirmou o presidente do Sintracomec, Roberto Bernardes. Segundo ele, faltam profissionais mais qualificados como ferreiro-armador. Bernardes demonstra preocupação com as grandes obras que serão desenvolvidas nos próximos dois anos e os cursos de qualificação oferecidos em Manaus. “Não se cria um bom profissional do dia para noite. Você precisaria de uns três anos e a Copa já é ano que vem”, reforça. Para o sindicalista, hoje o setor encontra dificuldade para preparar servente de obra. Questionado sobre a situação das obras no interior, Bernardes revelou preocupação maior. “Se aqui já tem problema, imagine no interior”, disse. Segundo o presidente do Sinduscon/AM, as empresas geralmente dividem o efetivo entre 50% do município e 50% da capital. A mão de obra mais qualificada, como serviços de terraplanagem, é levada de Manaus. Já os serviços mais básicos ocupam trabalhadores do próprio município. Fonte: D24AM

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