Suframa vai criar Distrito Industrial 3 e lançar concurso público em Manaus

Em entrevista ao portalamazonia.com Thomaz informa que haverá concurso para 150 vagas no primeiro momento.

quinta-feira, 28 de fevereiro, 2013 - 10:34
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Novo distrito industrial, lançamento de concurso público, parcerias internacionais na América do Sul e descontigenciamento de recursos financeiros. Estes foram alguns dos assuntos abordados pelo titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, durante entrevista exclusiva concedida ao portalamazonia.com A autarquia completa 46 anos de funcionamento, nesta quinta-feira (28). Portal Amazônia – Em qual estágio está a próxima Feira Internacional da Amazônia (Fiam) e quais as novidades da edição? Thomaz Nogueira –A feira será realizada de 7 a 30 de novembro. Estamos, nesse instante, na formatação da feira, colocando conteúdo. A expectativa é que tenhamos uma feira que possa até repetir ou aumentar o sucesso das anteriores, focada na expansão dos nossos mercados, numa relação urbano-amazônica e também que trata a discussão de novas tecnologias e os caminhos que estamos discutindo para a Zona Franca de Manaus (ZFM). Qual a previsão de um novo concurso público ou processo seletivo para a Suframa? Será um concurso público. Está sendo desenhado e definido. Tenho expectativa de que até o final de março ou início de abril estejamos com o edital na rua. Temos 150 vagas no primeiro instante, mas há um projeto de lei em trâmite no congresso nacional que cria mais 89 vagas. Estas 89 vagas ficarão para um período posterior, porque dependem do congresso. As 150 já estão garantidas. Como está a presença da Suframa fora da sua sede, nos outros estados da Amazônia? Ouvimos muito falar da Suframa, mas somente em Manaus ou no Amazonas. Mas a Suframa está presente nas outras partes, sim. Nesse primeiro ano (da gestão de Thomaz), reformamos nossas instalações em que tinham alguns problemas. Estamos reformando nossa sede em Boa Vista e em Tabatinga (fronteira com Colômbia) – que é uma área de livre comércio, apesar de ser no Amazonas. Já reformamos as sedes do Acre, de Rondônia e vamos iniciar a reforma do Amapá. Independente disso, a Suframa tem três linhas de ação: a Zona Franca de Manaus, as Áreas de Livre Comércio (ALCs) e também toda a Amazônia Ocidental, independente que esteja ou não nessas áreas (de Livre Comércio). Temos um limitante de recursos, mas temos convênios para desenvolvimento de ações estruturantes com esses governos dessas áreas de atuação. Temos convênios tanto com Roraima, com Rondônia, com Amapá; em diversos aspectos, em diversas atividadesNós já fizemos, até para desenhar a nossa ação e com mote da Rio +20, reuniões em Boa Vista, em Rio Branco, em Porto Velho e vamos realizar também em Macapá. São reuniões com a Suframa, com a secretaria de planejamento local e com as universidades, discutindo projetos específicos para essas áreas. Agora falta realizar a de Macapá. Estamos trabalhando de forma integrada. A questão de biodiversidade não é uma questão que diz respeito só ao estado do Amazonas. O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) é da Amazônia. Então, nós estamos integrando a biodiversidade ao processo produtivo. Devemos trabalhar uma inserção que eu chamo de panamazônica, ou seja, os mercados hoje muito fortes do Peru, da Colômbia, do Equador e da Venezuela, como um dos objetivos prioritários. São mercados que estão crescendo a uma taxa muito interessante. O Peru já demonstra uma estabilidade institucional muito forte e tem uma das maiores taxas de crescimento da América Latina. Só a cidade de Lima é um mercado consumidor de 9 milhões de pessoas. Estamos trabalhando para integrar esses países da Amazônia numa realidade que envolva não apenas a Zona Franca de Manaus, mas esses estados que fazem parte da área de atuação da Suframa. Eu posso te dizer, que nos dias 20 e 21 de março teremos, aqui, a missão da Venezuela. Devemos ter, em abril, a do Peru ou Equador. Estamos trabalhando nisso junto com o Ministério das Relações Exteriores, junto com a Associação Brasileira de Promoção Comercial. E isso vai envolver todos os estados da área de atuação da Suframa. ssa conversa com os outros países, na prática, seria para gerar negócios com as empresas que estão no Polo Industrial de Manaus ou teria outro objetivo? Exatamente isso. A troca comercial. Há uma série de produtos que eles produzem que nos interessam e os nossos produtos interessam a eles. A América do Sul consome 2 milhões de motocicletas. Nós somos o maior polo de produção de motocicletas na América do Sul. Não somos nós que atendemos a totalidade ou a maioria dessas 2 milhões de motos. Isso é atendido pela Ásia.Fonte: Portal Amazônia

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