Compra de alimentos regionais evita desperdício durante cheia no Amazonas

Companhia Nacional de Abastecimento formalizou a compra de 406 toneladas de produtos na ordem de R$ 412 mil

quinta-feira, 9 de maio, 2013 - 12:57
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Com investimentos da ordem de R$ 412 mil para compra de 406 toneladas de produtos regionais, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) formalizou convênio com agricultores familiares através da Cooperativa dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Cootaf) de Manacapuru, um dos municípios atingidos pela cheia. A ação pretende combater o desperdício que a atual enchente vem causando na área rural do Estado. De acordo com o superintendente da Conab, Thomaz Meirelles, a ação é parte integrante do Programa de Aquisição de Alimentos (PPA) e tem como objetivo ajudar os produtores em momentos de dificuldade. “Principalmente durante a logística de comercialização, evitando o desperdício de alimentos, e, ainda, alimentar as famílias atendidas por programas sociais”, explica Meirelles. Programa Mesa Brasil Os alimentos comprados em Manacapuru, pela Conab, foram entregues na manhã de quarta-feira (08), ao Programa Mesa Brasil do Sesc/AM, entidade beneficiária consumidora que participa do convênio que os destinará às instituições sociais do próprio município e da capital, Manaus. O gestor da Conab informou que os recursos são provenientes do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS ), instrumento disponibilizado pelo Programa Fome Zero do Governo Federal. Segundo o coordenador do Programa Mesa Brasil Sesc/AM, Elinaldo Barbosa, a parceria entre a Conab é de grande valia para reduzir o desperdício de alimentos. “Esta é uma parceria de âmbito nacional que acontece em todos os Estados para que a produção excedente que corre o risco de ser esperdiçada, o Mesa Brasil Sesc leve para quem precisa”, afirma Barbosa. Ações de integração socioeconômicas Para o representante do Departamento Nacional do Sesc/RJ, Jorge Reis, que integra a equipe de seis técnicos que acompanham um trabalho social no Amazonas, durante visita ao município de Manacapuru pode verificar a importância social que a parceria proporciona aos produtores rurais e para as pessoas mais carentes. “O Programa Mesa Brasil leva alimento que está sobrando para quem tem falta dele. Além de mais seis ações sociais promovidas pelo Sesc nas áreas de saúde, educação, cultura, esporte, assistência e lazer, todas de vital importância para o desenvolvimento sócio econômico das comunidades em zona de risco. E a parceria com a Conab é fundamental para que tudo aconteça com eficácia”, frisou Reis. Perda pode chegar a 700 toneladas Morador ilustre de Manacapuru, Valmir de Correia Lindoso que atende por Cobal (apelido adquirido quando foi gerente da Companhia Brasileira de Alimentos, alterada para Conab), alerta para o risco de se perder cerca de 700 toneladas de produtos agrícolas em decorrência do período sazonal da cheia e daenchente além do esperado, que se agrava pela falta de apoio do poder público. “Nossos associados da Cootaf não tem o apoio do poder executivo municipal nem do estadual, que poderiam socorrer, abrindo um canal de escoamento da produção na várzea para Manacapuru e depois para Manaus, eliminando assim grande possibilidade de um prejuízo total, e assim o produtor sofreria menos”, alerta Cobal. Previsão de salvar 81 toneladas Está previsto para a COOTAF entregar 81 toneladas de produtos agrícolas até o final de maio aquele município. De acordo com o presidente da Cootaf, Ricardo Ferreira do Nascimento, os produtos como abóbora, banana, mamão, maracujá e raiz de mandioca, iniciaram as entregas em março deste ano, por causa da cheia foi necessário antecipar a entrega para reduzir a perda nesse período. “Essas parcerias são que fortalecem quem está no campo, porque as políticas públicas que nós esperávamos que viessem por um lado, estão vindo por outro, através da Conab e do Sesc e da cooperativa que se organiza para evitar as perdas e desperdícios. E garantindo um valor mínimo para a safra”, desabafa Nascimento. Safra agrícola foi antecipada em dois meses Devido a grande enchente, a safra que deveria chegar até o final de junho foi obrigada a antecipar em dois meses. “O certo da nossa safra é no final de junho, nossa safra não vai chegar ao final de maio”, completou o presidente da cooperativa e secretário geral da federação dos trabalhadores na agricultura no Estado do Amazonas.Fonte: Portal Amazônia

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