
Após o rompimento de um oleoduto no último dia 1° de junho, na região do rio Napo, no Equador, as autoridades brasileiras iniciaram um processo de análise do óleo derramado no acidente e a possibilidade de ter as águas contaminadas. A quantidade de petróleo espalhado é equivalente a 6,8 mil barris, afirmou o oficial da Marinha de Guerra do Peru, Sotto Mayor. Segundo o Comandante do 9° Distrito Naval, Domingos Sávio, se houver a possibilidade dessa mancha de óleo atingir os rios no Amazonas, será daqui a 20 dias. “Para uma maior prevenção, a Marinha do Brasil mantêm um navio na fronteira oeste, em Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus), que realiza um trabalho de patrulhamento naval. O navio recebe os técnicos para realizarem análises nas águas, caso haja perigo grande de contaminação”, explicou o comandante. Após o vazamento, a mancha de petróleo formada se deslocou pelo rio Napo em direção ao território peruano, contudo a maior parte do óleo permanece no EquadorLeia mais: Alto Solimões, no Amazonas, ganha investimentos superiores a R$ 500 mi As equipes da Defesa Civil do Amazonas, da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) estão em alerta. Ainda segundo os relatórios, o analista ambiental do Ipaam, Francilho Araújo, informou que as frações de petróleo sobre o rio Napo são ínfimas. “Devido a grande extensão do rio, as manchas de petróleo podem se dissolver e o impacto ambiental ser mínimo, por isso é quase remota a possibilidade de riscos para o Brasil. Contudo, seguimos em alerta”, completou Araujo. O oficial da Marinha de Guerra do Peru, Sotto Mayor, afirmou que segundo os relatórios recebidos, ainda não existe nenhum dado sobre contaminação ou manchas de óleo na área do rio Napo. Entretanto, medidas de prevenção foram tomadas para a população ribeirinha próxima ao local. O Ministério da Saúde do Peru distribuiu para 34 comunidades próximas a área do acidente, uma solução com hipoclorito de cálcio, para serem misturados à água. A medida serve para tornar a água potável, caso esteja realmente contaminada. Fonte: Portal Amazônia
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