
Segundo a coordenadora, o programa estudou mais de 200 cepas fúngicas amazônicas com o desafio de descobrir a forma mais rápida, eficiente e de baixo custo para transformar os resíduos amazônicos, por meio da compostagem, em etanol de segunda geração. Foram utilizados resíduos da biodiversidade da região como casca, caroço e sementes de cupuaçu e maracujá, urucu, coco, macaxeira, guaraná, pau-rosa e o bagaço da cana-de-açúcar, para o desenvolvimento do bioetanol de segunda geração. “Selecionamos os principais que ainda não haviam sido pesquisados”, enfatiza Antônia Souza. Dois destes resíduos juntamente com a compostagem tiveram êxito na produção do bioetanol e apresentaram por volta de 80% de melhora de crescimento de micro-organismos. Os resíduos foram coletados nos municípios de Maués, Barcelos e Presidente Figueiredo. A pesquisa conta com o apoio daFundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A mestre Simone Maciel Fernandes, que defendeu sua dissertação de mestrado, no último dia 30 de julho, com o título “Prospecção de Micro-Organismos Lignolíticos da Microbiota Amazônica para a Produção de biocombustível de Segunda Geração e Compostagem”, acredita que “o projeto ainda precisa achar a melhor biomassa e os melhores fungos que vão fazer o trabalho, para produzir o etanol de forma economicamente viável”, diz a pesquisadora. O QUE É O BIOETANOL O bioetanol é um combustível obtido através da fermentação controlada e da destilação de resíduos vegetais como o bagaço da cana-de-açúcar, a beterraba, trigo ou o milho. Todos esses produtos passam por processos físico-químicos (deslignificação, fermentação, destilação, etc.) até que se transformem em combustível. O bioetanol não produz dióxido de enxofre quando é queimado, ao contrário da gasolina que polui a atmosfera, esse também é um dos motivos para ser uma das melhores opções com uso sustentável . RESÍDUOS AMAZÔNICOS Hoje, por ano, cerca de 6 toneladas cascas de cupuaçu são jogadas no lixo. A pesquisa visa não só oferecer uma segunda opção de biocombustível ao Estado, mas também a sustentabilidade dos produtos e o desenvolvimento econômico sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro. Fonte: Ciência em pauta
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