
Os resíduos vegetais gerados nas obras públicas do governo do Amazonas serão transformados em combustível nas olarias do Estado. A proposta consta de projeto-piloto do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que identificou a necessidade de um descarte sustentável a esse tipo de resíduo e, ao mesmo tempo, atender a escassez de combustível (lenha) nas olarias da região, evitando a extração ilegal do material. O acordo de aproveitamento do material segue também para as obras de duplicação da rodovia AM-070 e da cidade universitária. “É uma oportunidade de reverter um cenário negativo em que as olarias estão passando por falta da madeira legalizada para alimentar suas fornalhas e ainda é uma solução para evitar o desperdício de resíduo vegetal (biomassa) nessas obras públicas”, avaliou o presidente do Ipaam, Ademir Stroski. Na prática, órgãos estaduais trabalham em parceria com a Associação dos Ceramistas do Estado do Amazonas (Aceram), que recebe e faz a distribuição dos resíduos entre as empresas ceramistas, e com a Cooperativa Extrativista de Biomassa do Amazonas (Coopexbio/AM), entidade organizada dos trabalhadores, que fazem o beneficiamento dos resíduos vegetais e repassam para as olarias, os chamados lenheiros. Na primeira fase do acordo selado entre o Estado e a iniciativa privada, na obra da avenida das Flores, estão sendo extraídos quase 1.450 metros cúbicos de lenha. Esse montante vai beneficiar cerca de 100 famílias de lenheiros que fazem o abastecimento do polo oleiro de Iranduba, Manacapuru e Novo Airão.Fonte: Em Tempo
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