A afirmação do ministro é uma afronta ao trabalho técnico e científico desenvolvido pelo engenheiro brasileiro, tanto nas importantes e indispensáveis obras pelo país, quanto no cientificismo produzido pelas nossas universidades. Transferir a responsabilidade do governo federal, que não reconhece a baixa qualidade dos processos licitatórios para construção de obras públicas, aos engenheiros brasileiros é, no mínimo, uma afronta. Não considerar a inoperância do sistema público ao não priorizar o planejamento, acreditando que o “jeitinho” trará eternas soluções para os problemas do país é outra infelicidade. É fato que a nossa Engenharia, em decorrência de anos sem investimentos, afastou os engenheiros da área, forçando-os a buscar outros locais para aportar seus conhecimentos, como no mercado financeiro, como citou o ministro. Contudo, afirmar que os projetos feitos por esses mesmos profissionais passam por problemas de cálculo ou que os jovens não saem bem preparados das universidades nos parece uma grande irresponsabilidade. Temos certeza de que os atrasos nas obras da Copa do Mundo são decorrentes de imensuráveis fatores, menos por falta de competência técnica de nossos engenheiros, que apesar de se sujeitarem aos baixos salários praticados pelo poder público ainda presenteiam a população brasileira com obras de grandiosa e fundamental importância para o desenvolvimento do Brasil. CREA-AM apud CREA-MSleia mais: Folha de São Paulo: Ministro põe culpa em “engenheiros ruins” por atraso em aeroportos da Copa
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