Agricultores ganham duas novas alternativas para elevar produção de guaraná no Amazonas

Apesar de já estarem em avaliação há quase duas décadas foi no mês de novembro na Fazenda Rancho Grande, em Itacoatiara (AM), que se deu o nascimento oficial da BRS Saterê e BRS Marabitana, as duas novas cultivares de guaraná lançadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O critério nas pesquisas referendam ao produtor duas importantes características: alta produtividade e resistência a doenças. As variedades, que carregam em seu nome alusões àqueles que iniciaram a domesticação do guaraná, os indígenas, tiveram seu evento de lançamento prestigiado por mais de cem pessoas, entre agricultores, técnicos, pesquisadores e outros interessados no cultivo do fruto amazônico.

quinta-feira, 21 de novembro, 2013 - 13:46
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A BRS Saterê e a BRS Marabitana juntam-se a um time de 16 cultivares já disponibilizadas pela Embrapa. A perspectiva é que a dupla possa ajudar a alavancar a produção do Amazonas e a devolver o posto de primeiro lugar em produção de guaraná ao Estado no futuro – a dianteira desde a década de 80 pertence à Bahia. Para isso, é preciso haver a adoção por parte dos produtores. E se depender do agricultor Clodoaldo Carvalho dos Anjos, presente no evento de lançamento, isso deve acontecer. “Tudo o que vimos aqui será um grande incentivo para as comunidades de Itacoatiara produzirem o guaraná”, destacou o produtor, que completou: “acho que o guaraná pode gerar uma boa renda para o agricultor familiar”. A agricultora Helena Soares concorda com Clodoaldo. Para ela, o fruto pode ser uma alternativa para melhorar a vida de pequenos produtores que hoje estão com dificuldades em outras culturas. “Acho que o guaraná pode gerar uma renda boa e pode tirar muita gente do vermelho”, disse. Além da tradição, o interesse dos produtores também fundamenta-se no mercado, que está em ascensão para o guaraná. O fruto é demandado pela indústria em diferentes âmbitos, como cosméticos, bebidas energéticas, refrigerantes, extrato concentrado e fármacos. O preço pago é atrativo, e hoje gira em torno de R$ 20,00 o quilo da semente seca. Para o gerente da Unidade de Itacoatiara do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Paulo Damásio, o cenário atual é estimulante para quem quer produzir. “Com o aumento do preço pago pelo guaraná e com estas tecnologias disponibilizadas pela Embrapa, que garantem resistência ao grande problema que temos em termos de produção e produtividade, que é a doença antracnose, a tendência é o aumento da produção. As nossas terras têm potencial para o guaraná e estamos preparando os produtores para que esta produção aumente”, disse.] O que relata Damásio encontra alicerce em um dado importante: nos últimos cinco anos, a área plantada com guaraná no Amazonas cresceu cerca de 50%, passando de 4,5 mil para 6,7 mil hectares (ha). A agricultora Helena Soares concorda com Clodoaldo. Para ela, o fruto pode ser uma alternativa para melhorar a vida de pequenos produtores que hoje estão com dificuldades em outras culturas. “Acho que o guaraná pode gerar uma renda boa e pode tirar muita gente do vermelho”, disse. Além da tradição, o interesse dos produtores também fundamenta-se no mercado, que está em ascensão para o guaraná. O fruto é demandado pela indústria em diferentes âmbitos, como cosméticos, bebidas energéticas, refrigerantes, extrato concentrado e fármacos. O preço pago é atrativo, e hoje gira em torno de R$ 20,00 o quilo da semente seca. Para o gerente da Unidade de Itacoatiara do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Paulo Damásio, o cenário atual é estimulante para quem quer produzir. “Com o aumento do preço pago pelo guaraná e com estas tecnologias disponibilizadas pela Embrapa, que garantem resistência ao grande problema que temos em termos de produção e produtividade, que é a doença antracnose, a tendência é o aumento da produção. As nossas terras têm potencial para o guaraná e estamos preparando os produtores para que esta produção aumente”, disse. O que relata Damásio encontra alicerce em um dado importante: nos últimos cinco anos, a área plantada com guaraná no Amazonas cresceu cerca de 50%, passando de 4,5 mil para 6,7 mil hectares (ha). A BRS Saterê e a BRS Marabitana foram avaliadas no Amazonas durante oito anos em ensaios preliminares e mais dez anos em ensaios em rede estadual. Com as recomendações do sistema de produção, é possível produzir em torno de 1 a 1,5 quilos de sementes secas por planta, o que representa uma produtividade de 400 a 600 quilos por hectare, em plantios com espaçamento de cinco metros por cinco metros. Assim, em uma mesma área, é possível alcançar uma produtividade cinco vezes maior do que a atual obtida no Amazonas. As características da planta ainda permitem maior adensamento no plantio, sendo possível chegar ao número de mil quilos/ha. Em uma das estações do evento de lançamento, o gerente do Escritório da Amazônia da Embrapa, Rosildo Simplício, e o supervisor do Campo Experimental da Embrapa em Maués, Ribamar Ribeiro, apresentaram o viveiro da Fazenda Rancho Grande, onde as mudas das novas cultivares serão produzidas e comercializadas. O viveirista atendeu a todos os requisitos exigidos e está credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e licenciado pela Embrapa para realizar a produção e comercialização das mudas. “A Embrapa lançou o edital em nível nacional, por 30 dias, e a Fazenda Rancho Grande foi a selecionada para ser a licenciada destas duas novas cultivares”, explicou Rosildo. O produtor Fernando Francelino, gerente e proprietário da Fazenda Rancho Grande, também atesta a qualidade das cultivares lançadas em relação à produtividade e resistência. Ele explica que a BRS Saterê e BRS Marabitana estão, no momento, na etapa inicial de formação na propriedade. “Agora as plantas estão em fase de crescimento. Vai ser feito plantio para formar o jardim clonal, para daqui a dois anos ter este novo material, para aí sim colocar no viveiro e colocar à disposição para o mercado”, disse. O lançamento da BRS Saterê e da BRS Marabitana foi promovido pela Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM) e Embrapa Produtos e Mercado/Escritório da Amazônia. O evento contou com o apoio da Fazenda Rancho Grande, da Prefeitura de Itacoatiara e do Idam. A atividade integrou a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Amazonas. Fonte: SEPROR

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