
A farmacêutica simulou situações, durante testes em laboratório. Uma das experiências, com a banana da espécie nanicão, reproduziu as condições de exportação. “As frutas ficam 15 dias no processo de transporte por navio, submetidas a 13ºC, ainda verdes. Depois disso, no país de destino, ficam à temperatura ambiente e amadurecem, com alteração em compostos responsáveis pelo cheiro”, diz. A pesquisa indicou que o composto acetato de isomila, usado pela indústria para conferir aroma de banana a doces não foi liberado após o frio. “A temperatura que usamos, de 13°C, para armazenar não é própria para a nanicão para este atributo”, conclui Helena. Parte do estudo foi feito no exterior. Helena viajou aos Estados Unidos e fez os mesmos testes com a banana do tipo Grand Nane Cavendish, produzida no Panamá e consumida pelos norte-americanos. Nos resultados, ela concluiu que estas frutas, submetidas ao frio, também sofreram alterações na produção dos compostos voláteis, mas em quantidade menor. “Os frutos que exportamos chegam a seu destino com aroma que não é característico da banana, então perdem qualidade”. Isso, segundo a pesquisadora, é um dos fatores que influenciam o comprador. As outras duas substâncias da banana tmabém testadas foram tstadas: o etileno e o 1-metilciclopropeno (1-MCP). A primeira, que é um hormônio natural, é comumente usada no mercado, e regula o amadurecimento da fruta. A segunda também atua no processo de maturação da fruta e nenhuma das duas sofreu alguma alteração. A pesquisa concluiu apenas que os compostos voláteis (responsáveis pelo aroma) é que sofrem alterações. Fonte: Globo Rural
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