
De acordo com o presidente da entidade, Antônio Camardelli, a expectativa é, no final de março, ter uma análise mais ampla da viabilidade do sistema. A ideia do lacre eletrônico é reduzir a burocracia e agilizar a liberação da carne para exportação nos portos brasileiros. Em vez do transportador levar uma série de documentos a serem apresentados às autoridades, os dados são armazenados em um chip. Com o contêiner lacrado, as informações são repassadas automaticamente à Vigilância Agropecuária, ligada ao Ministério da Agricultura, também parceiro da iniciativa. A checagem é feita por meios eletrônicos no momento em que a carga chega ao porto. Na avaliação da indústria da carne bovina, a tecnologia pode reduzir em até 50 horas o tempo de liberação. Desenvolvida em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a ferramenta foi testada com volumes menores de carga em 2013. Neste ano, de acordo com o presidente Abiec, Antônio Camardelli, começou a implantação em escala comercial. “Vamos monitorando e, no final desse primeiro trimestre, queremos nos reunir com o pessoal da USP para analisar os resultados e ver o que pode ser agregado ao processo”, explica. A intenção, segundo ele, é avaliar a eficiência operacional, o custo de implantação e o retorno financeiro para as empresas. A análise deve ser feita considerando grandes, médias e pequenas cargas. “Há o ganho de tempo e o financeiro”, diz Camardelli. Fonte: Revista Globo Rural
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