
A indústria amazonense foi destaque nacional por seus resultados negativos na última pesquisa da produção industrial mensal, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O setor apresentou a maior redução entre os Estados brasileiros, ao cair 9,7% de abril para maio de 2014, a segunda queda consecutiva e a maior desde julho de 2012. Neste mesmo período, um dos poucos índices positivos do País foi percebido no Pará, cuja produção física cresceu 4,2%.Em termos de faturamento, na mesma comparação, os indicadores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) confirmaram a retração de um mês para o outro, com uma queda de 7,44%. Em abril, o faturamento havia sido de R$ 7,5 bilhões, enquanto em maio o total registrado foi de R$ 6,9 bilhões. Confrontando a produção de maio com a do mesmo mês do ano passado, o Amazonas acompanhou a tendência do setor industrial nacional, que recuou 3,2% no intervalo. Segundo o IBGE, oito dos 15 locais pesquisados apontaram queda na produção. No topo do ranking negativo, as retrações mais intensas de maio ocorreram no Rio de Janeiro (-7,9%), no Rio Grande do Sul (-7,8%), na Bahia (-6,6%) e no Amazonas, que amargou uma perda de 5,8%.O estudo aponta que, no Amazonas, o principal setor responsável pelo resultado ruim foi o de bebidas, mais especificamente o de preparação de xarope concentrado para elaboração de refrigerantes, que caiu 26,6%. Juntaram-se ao grupo dos setores com números negativos os fabricantes de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, como telefones celulares, receptor-decodificador de sinais de vídeo codificado e relógios.Para o presidente do Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral de Manaus, Antônio Silva, as chuvas e o tempo menos quente na capital influenciaram nas vendas do setor. “Aquilo que estávamos esperando não aconteceu. Em um período invernoso igual ao que estava em maio, com muitas chuvas, a venda de bebidas não cresce. Então acredito que as questões climáticas que influenciaram diretamente”, disse Silva. O dirigente completou dizendo que nas pesquisas dos próximos meses o reflexo da Copa do Mundo já deve aparecer nos números e que o período de maior alta do segmento, historicamente, são em setembro, outubro e novembro.Apesar dos números negativos nos meses de maio isoladamente, nos índices acumulados o Amazonas conseguiu obter percentuais positivos. Conforme o IBGE, no recorte de janeiro a maio de 2014, comparando com igual intervalo do ano passado, o Estado teve um crescimento de 4,5% na sua produção industrial. No acumulado dos últimos 12 meses a alta foi ainda mais expressiva, de 6,1%, a terceira maior do País, atrás apenas do Pará e do Ceará nesse confronto.Ainda no acumulado de janeiro a maio, segundo o chefe de disseminação de informações do IBGE regional, Adjalma Nogueira, a indústria de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos foi a que mais influenciou positivamente o resultado global, seguida por produtos de borracha e material plástico, produtos de metal (9,5%) e outros equipamentos de transporte.Fonte: D24am.com
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