Rio Negro sai da cota de emergência em Manaus

CPRM informa que o ritmo de descida está normalizado; preocupação se volta para o rio Branco, em Roraima.

quarta-feira, 6 de agosto, 2014 - 17:06
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O rio Negro saiu da cota de emergência na capital amazonense, nesta terça-feira (5), cujo nível era de 28,89 metros. A cota de emergência está estabelecida em 28,94 metros. De acordo com o gerente de Hidrologia e Gestão Territorial, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), André Santos, o rio está descendo em ritmo normal com a média de 5 centímetros por dia. Agora, as atenções do órgão se voltam para o Estado de Roraima onde o rio Branco apresenta níveisabaixo do normal para a época.Segundo Santos, há um mês, o nível do rio Negro estava com descida lenta, e permaneceu por mais de dois meses acima de 29 metros. O rio superou a marca em 23 de maio e chegou a 29,50 metros em 8 de julho, e conquistou a marca de quinta maior cheia da história. A vazante do rio Negro teve início no dia 9 de julho. Ele também deixou a cota de emergência nas estações de São Gabriel da Cachoeira, Tapuruquara, Barcelos e Moura apresentando sinais de início de vazante, segundo o CPRM.A explicação para o comportamento anormal do rio que banha a capital amazonense ainda pode demorar a chegar. “Ainda estamos pesquisando. Não se pode afirmar nada porque aconteceram casos isolados esse ano”, informou ao se referir a cheia histórica do rio Madeira no Sul daAmazônia. “Existe um conjunto de anomalias que precisam ser avaliadas”, completa.O geólogo também explica que não existe um nível normal que possa ser estabelecido como ‘cheia’ ou ‘seca’. “Existem períodos extremos de cheia e seca. Quando ele está dentro das médias ele está normal. Pode ser que ele desça até dezembro, mas não é regra. Vai depender de quando iniciar cheia”, destaca.RoraimaA preocupação do CPRM neste momento é com os níveis do rio Branco, no vizinho Roraima. “O rio está com níveis bem baixos. Esse ano aconteceram fenômenos climáticos extremos, o comportamento está bem diferente”, finalizou.Fonte: Portal Amazônia

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