
Os focos de incêndio cresceram no Amazonas, nos últimos 16 anos, a partir de agosto, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As 3.852 ocorrências registradas em agosto deste ano são recordes no período, desde 1998. Até então, o maior registro de pontos de calor no Estado havia sido em 2010, com 3.727 focos. O número de focos ativos de calor registrados pelo Inpe, este ano, já supera o total de queimadas identificado em todo o ano de 2013. Conforme os dados captados a partir de imagens de satélite, 7.744 focos de queimadas haviam sido identificados no Amazonas, até o último sábado (18) contra 5.118 de todo o ano passado.No comparativo entre os meses, apenas em maio (12), julho (202) e outubro (377) a quantidade de focos ativos foi inferior à de 2013. No ano passado, os respectivos meses foram responsáveis por 19, 248 e 377 focos, respectivamente.Intensificadas pela estiagem e pelas altas temperaturas, consequências do fenômeno El Niño e que devem ser intensas até o final deste mês, segundo a Organização Mundial Meteorológica (OMM), as queimadas já apresentavam um aumento de 66% em comparação com o mesmo período de 2013. Enquanto que de janeiro a outubro do ano passado 4.662 focos de calor eram visíveis aos satélites, este ano 7.744 foram identificados.Os meses de agosto (3.852) e setembro (3.057) foram os que apresentaram a maior quantidade de queimadas. Juntos, os meses totalizam 6.909 focos, 89,2% do total de queimadas registradas nos últimos dez meses.Segundo o Centro Estadual de Mudanças Climáticas (Ceclima) o pico da estação seca e a limpeza dos terrenos através do fogo pelos agricultores são alguns dos fatores que contribuem para a intensificação das queimadas a partir de agosto. Em julho deste ano, o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) previu uma subida de 3°C da temperatura para os três meses subsequentes. Na época, o El Niño foi apontado pelo órgão como o responsável pelos maiores impactos do calor e da estiagem em Manaus e no leste do Amazonas.Para prevenir e combater as queimadas, no Estado, neste ano, adotou um plano de contingência com participação do Sipam, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Prefeitura de Manaus e Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).As ações de prevenção e combate ao fogo terão como foco principal nos 12 municípios que compõem a Região Metropolitana de Manaus e o sul do Estado, com prioridade na região da Rodovia BR-230 que liga o Amazonas ao Pará, na divisa do Amazonas com o Acre, na divisa do Amazonas com Rondônia e na divisa de Lábrea com Humaitá.Fonte: Portal D24am
CREA-AM intensifica fiscalização no Festival de Parintins e reforça segurança das estruturas e valorização da engenharia
A equipe de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do...



