Alunos da UEA são afetados por problemas no sistema de transporte

A pesquisa teve por finalidade analisar os itinerários das linhas que atendem a EST e por meio dos dados levantados, detectar os gargalos existentes na mobilidade urbana da cidade.

quarta-feira, 4 de outubro, 2017 - 11:33
n


Acordar de madrugada, pegar ônibus lotado, passar pelos terminais de integração com condições mínimas de infraestrutura e ainda, enfrentar uma longa caminhada de quase dois quilômetros para chegar a aula todos os dias. Esta é a rotina de centenas de alunos da Escola Superior de Tecnologia (EST), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Com o intuito de buscar soluções para a questão, os alunos da disciplina Engenharia de Transporte Urbano, do curso de Engenharia Civil (Jackson Duarte, Tayná Souza e Matheus Fonseca) da instituição de ensino realizaram estudo, o qual inclusive já ganhou destaque nacional. Artigo sobre o estudo integrou a 1ᵃ Coletânea do Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (Contecc), organizado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e lançado na Semana Oficial da Engenharia e Agronomia (Soea) deste ano. 
A pesquisa teve por finalidade analisar os itinerários das linhas que atendem à EST e por meio dos dados levantados, detectar os gargalos existentes na mobilidade urbana da cidade, que impactam no cotidiano dos estudantes da instituição. “Foi feito levantamento dos itinerários das linhas de ônibus a fim de descobrir as zonas de origem, destino e intermediárias de tráfego de coletivos”, explicou o graduando Jackson Duarte. Além disso, por meio da pesquisa também foi feita a identificação dos tipos de linhas conforme os itinerários: diametral (itinerário ligando bairros de duas regiões distintas, passando pelo centro da cidade); radial (itinerário ligando um bairro à área central da cidade); troncal (linha estruturante que liga dois ou mais terminais em diferentes zonas da cidade); e alimentadora (itinerário que atende demanda de uma região específica).
Para tanto, foi utilizada a plataforma Infobus – já usada por diversas agências oficiais de trânsito no Brasil. A fim de dar maior confiabilidade ao estudo em questão, realizou-se pesquisa in loco nos três turnos (manhã, tarde e noite) com o intuito de ratificar os dados coletados via plataforma acerca das linhas de ônibus.
A pesquisa indicou que graduandos residentes em bairros da zona Norte da cidade são os mais afetados com o problema do sistema de mobilidade urbana da cidade. A razão é o fato de que nenhuma das linhas de ônibus que passam pela avenida, onde o campus de tecnologia da UEA está localizado, vai em direção à zona Norte.
Segundo a professora do curso de Engenharia Civil e orientadora dos autores, Msc. Kattyline Barbosa, a pesquisa indica ainda a necessidade de se realizar estudo técnico mais aprofundado por parte da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), visando realizar ajustes no planejamento do sistema de transporte coletivo que atendem a instituição.
 
Fonte: Acom/Crea-AM

Veja mais