
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM) esteve na mesa de abertura do Encontro de Transportes do Instituto Federal do Amazonas (Entrans). Inédito, o evento teve por objetivo contribuir para ampliar o debate em torno da questão e estreitar o contato entre a referida instituição de ensino, órgãos públicos e entidades representativas da sociedade civil ligadas à causa da Mobilidade Urbana.
Participaram da mesa-redonda, além do Crea-AM, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran), Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Pedala Manaus.
Na ocasião, o presidente em exercício do Crea Amazonas, engenheiro civil José Carlos Paiva, falou sobre a função essencial do Crea-AM, bem como sobre ações que o Conselho desenvolveu no sentido de contribuir com a melhoria de problemas enfrentados pela sociedade, entre as quais, a publicação com série de propostas, inclusive, no âmbito da Mobilidade Urbana para os candidatos à Prefeitura de Manaus, lançada em 2016. Ele explicou sobre as propostas, que abrangeu: implantação de bicicletários, semáforos inteligentes, lombadas elevadas e venda de cartão vale-transporte em coletivos, estudo de viabilidade de passagens de nível e túneis na cidade e implantação de modal fluvial.
A representante da SMTU Ivanilde Oliveira levantou a questão do excesso de linhas de ônibus e a pouca oferta em termos quantitativos de transportes coletivos na cidade. Segundo ela, cerca de 50% das linhas de ônibus têm extensão de 15 a 30Km, o que impacta no maior tempo de viagem.
Recordando a época em que balneários, como a Ponte da Bolívia, eram atrativos para a população, o engenheiro civil do setor de Serviços de Operações Rodoviários do DNIT, Raimundo Agnaldo Rodrigues, falou sobre a possibilidade de viabilização de sistema hidroviário com transporte urbano na cidade de Manaus.
Já o representante do movimento Pedala Manaus, Paulo Aguiar, chamou a atenção para a necessidade de se pensar e planejar a cidade de maneira que se torne acessível a todos. Para tanto, ele destacou a necessidade de ações que possam desestimular o uso de automóveis. “Precisamos pensar a cidade, olhando para o coletivo”, ressaltou.
A coordenadora do evento, professora Jussara Socorro Cury, agradeceu aos participantes e destacou a iniciativa, resultado das atividades de uma das disciplinas do curso de Engenharia Civil, do Ifam. Ela também propôs a criação de um grupo entre os órgãos participantes com o intuito de favorecer a troca de informações e experiência de maneira a gerar contribuições para a mobilidade urbana da cidade.
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