
Com o intuito de modernizar o trabalho e propiciar mais segurança nos canteiros de obras e nos serviços relacionados a todos os segmentos de Engenharia, Agronomia, Geografia, Geologia ou Meteorologia, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) passou a exigir o Livro de Ordem, a partir deste ano. A exigência foi anunciada ainda em 2017, por meio da Resolução 1.024.
O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (CREA-AM), Afonso Lins, explicou que o Livro de Ordem é a memória escrita de todas as atividades relacionadas com a obra ou serviço e servirá de subsídio para comprovar a autoria de trabalhos, garantindo o cumprimento das instruções técnicas ou administrativas, além de ajudar na retirada de dúvidas sobre a orientação técnica relativa à obra.
Lins fez questão de enfatizar que o documento deverá ajudar no avanço da qualidade dos serviços, vez que servirá como eventual fonte de dados para trabalhos estatísticos e dos possíveis motivos em eventuais falhas técnicas, gastos imprevistos e acidentes de trabalho. Segundo ele, juntamente com as Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), o Livro de Ordem chega com o objetivo de confirmar a efetiva participação do profissional da respectiva área na execução da obra ou serviço.
“O uso corriqueiro do Livro de Ordem é muito importante para todos os profissionais de Engenharia e Agronomia. A adaptação a essa nova realidade servirá para o combate e controle principalmente à imagem estereotipada dos chamados ‘engenheiros canetinhas’, que visitam as obras só de vez em quando e não têm a preocupação de estabelecer metas de qualidade e segurança para o empreendimento”, asseverou Lins.
Texto: Henrique Xavier
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