
Nesse mês das mulheres, para homenageá-las, vamos trazer aqui histórias inspiradoras. Mulheres da engenharia que lutaram e lutam por seu espaço no mercado de trabalho.
Doçura, simpatia, força, garra e determinação. Mulheres que lutaram e conquistaram seu espaço, hoje servem de inspiração profissional e pessoal. Passaram, e ainda passam, por cima de preconceitos e desigualdades, elas podem ser o quiserem, se inventam e reinventam. Não cansam de exigir respeito e de lutar pelos seus direitos e igualdade, principalmente na área profissional.
Vivemos em um país onde é muito comum que a maioria das salas de aula dos cursos de engenharia sejam dominadas por homens, e muito por conta disso, o mercado de trabalho segue o mesmo padrão. Apesar de hoje em dia podermos perceber um grande aumento da participação feminina na área, a diferença é notável. Segundo o Censo da Educação Superior de 2016, 28,3% das estudantes optam pelo curso de engenharia no Brasil e isso tem aumentando ainda mais nos últimos anos, mostrando que as mulheres desejam alcançar uma posição de destaque cada vez maior no mercado de trabalho.
Conheça Cristyana Pontes; mulher, jovem, empreendedora e engenheira de alimentos. Proprietária de uma empresa de consultoria, CP Consultoria de Alimentos, que é focada em oferecer serviços de regularização de empresas de alimentos junto aos órgãos regulatórios, treinamento em boas práticas, assessoria, consultoria e responsabilidade técnica para empreendimentos. Porém, antes mesmo de graduada, já atuava na área e buscava seu espaço. Começou no Centro Acadêmico e atuou como presidente durante dois anos, além do mais, fundou a empresa júnior de engenharia de alimentos, a Empeal Jr, onde também era a presidente. Está totalmente dentro do mundo dos negócios na engenharia, onde encontra um cenário desafiador, e que exige muita luta, ainda mais para as mulheres, que são minoria nessa área.
“O mundo business da engenharia é desafiador para as mulheres por muitos motivos, mas o principal eu diria que é por sermos minoria e eu ainda arrisco dizer que algumas pessoas teimam, ainda, em não reconhecer a competência do gênero feminino, mas prevejo um mundo profissional melhor sem qualquer resquícios de “guerra dos sexos” Afirmou Cristyana
Ao ser questionada se já sofreu algum tipo de preconceito, Pontes diz que sim, principalmente nos cargos de liderança, onde sempre é preciso que confirme sua competência. “Sim. Já perdi projetos por ser mulher e jovem atuando na engenharia. Nos cargos de liderança, seja eu coordenando um plano de ação de Boas práticas, dando treinamento para uma empresa ou articulando com outras instituições, ainda preciso confirmar a minha competência técnica ao redor. Isso aos poucos vem mudando, estou conquistando meu espaço no mercado, mas isso exige postura e resiliência diária na profissão.”
Ainda há muito trabalho a ser feito quando o assunto são as mulheres no mercado de trabalho em áreas culturalmente denominadas “masculinas”, a representatividade da mulher inspira e levanta outras, mesmo estereotipadas, esse cenário tem mudado e tende a mudar ainda mais.
“Estarmos no mercado, seja como empreendedoras ou atuando em cargos de liderança inspirará outras mulheres a seguirem nossos caminhos. Juntas somos mais fortes e aos poucos conquistaremos nosso espaço de direito.” Cristyana Pontes
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