
Em reunião online, no último dia 1 de dezembro, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou o balanço e a perspectiva do setor no período de 2020- 2021.
Segundo os dados divulgados, estima-se um crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio em 2021, e de 4,2% para o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP, índice de frequência anual, calculado com base na produção agrícola municipal e nos preços recebidos pelos produtores). Além disso, a CNA informou ainda que foram gerados no setor 102,9 mil postos de trabalho, e que deverá fechar 2020 com crescimento de 9% no PIB e de 17,4% no VBP.
A previsão é de que haverá equilíbrio da oferta e da demanda com uma produção maior para a maioria dos alimentos em 2021. Do ponto de vista da oferta, entre os fatores que podem influir no ritmo da produção nos próximos meses estão a intensidade do La Niña (que pode afetar especialmente a Região Sul do Brasil), os investimentos feitos este ano na produção, e a relação entre câmbio e custos de produção, que devem subir em 2021 por causa de insumos como fertilizantes cotados em dólar. “O aumento do custo de produção, em especial o relativo a insumos como fertilizantes, herbicidas e ração, contribuiu para o aumento do preço dos alimentos, assim como a alta nos preços internacionais dos alimentos, que foi de 10,9% de maio a outubro- conforme dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e a desvalorização da taxa de câmbio (46,5%)”, ressaltou a CNA.
Exportações
Segundo a superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, os principais compradores dos produtos brasileiros no segmento de agronegócios foram: China, União Europeia, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. Juntos, esses países representaram 63% das exportações do agro brasileiro em 2020.
De acordo com a CNA, além de ser um dos principais compradores de soja em grãos (devido à recomposição de seus rebanhos), a China deve abrir mais mercado para o melão brasileiro, manter a demanda por carne bovina, e aumentar a compra de carne suína e de frangos brasileiros em 5% e 3%, respectivamente.
Em 2020, além desses produtos, o agronegócio brasileiro ainda abriu mercado para 100 produtos em 30 países diferentes, com destaque para: Guatemala (maçãs), Marrocos (material genético avícola), Egito (carne de aves e feijão), Catar (material genético bovino), Índia (gergelim), Coreia do Sul (ceras de abelha e camarão), Tailândia (carne bovina e lácteos), Austrália (queijo), Vietnã (amendoim em grão), Bangladesh (pimenta-do-reino) e Índia (gelatinas).
(Fontes: Agência Brasil e CNA)




