Ministério de Minas e Energia lança o Plano Nacional de Energia 2050

O documento apresenta cenários e soluções sobre demanda de energia à longo prazo

sexta-feira, 18 de dezembro, 2020 - 09:41
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O Ministério de Minas e Energia (MME) lançou no último dia 16 de dezembro o Plano Nacional de Energia (PNE) 2050. O documento apresenta cenários e soluções sobre a demanda de energia à longo prazo, e fala sobre a tendência no mercado futuro para ampliação do uso de fontes renováveis. 

Segundo o PNE, no cenário mais complexo denominado “desafio da expansão”, o Brasil teria crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima dos 3% ao ano. Portanto, haveria uma ampliação na demanda por energia para sustentar as atividades econômicas e sociais seguindo este ritmo de majoração da capacidade produtiva do país. Neste cenário, a demanda energética poderia aumentar 2,15 vezes e a necessidade de energia elétrica, até 3,3 vezes. 

Pensando nessa perspectiva, o plano, então, elenca uma série de diretrizes, como manter o setor energético renovável, desenvolver novas soluções de baixo carbono, limitar as emissões de energia termelétrica ao patamar atual, aproveitar recursos do petróleo, investir na eletrificação do setor de transportes, e orientar a instalação de novas usinas nucleares.São citados como exemplos a elevação da capacidade de produção de petróleo com o descobrimento e exploração do pré-sal, a possibilidade de produção de biomassa em um país que tem a 3ª produção agrícola do mundo e o potencial para energia eólica e solar- fontes que vêm crescendo cada vez mais no país.

“Hoje as fontes renováveis representam mais de 10% da nossa matriz. Em 2030 elas vão corresponder a 25%. A matriz do mundo de uma forma geral será renovável e será cada vez mais limpa. E isso o Brasil é privilegiado, pois já tem matriz elétrica de 85% limpa e renovável”, informou o ministro Bento Albuquerque.  

Além disso, o ministro ainda finalizou dizendo que o plano prevê a ampliação da matriz nuclear em até 10 gigawatts, mais do que o dobro do patamar atual de 4 gigawatts. E que novas usinas nucleares estão previstas para ser construídas, citando o exemplo de Angra 3 que deve entrar em operação até 2026.

(Fontes: Agência Brasil e MME/ Foto: free image)

 

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