Plano Safra 2021/22 anunciou recursos de R$ 251,2 bilhões para o agronegócio

O novo Plano começa oficialmente em 1º julho

quarta-feira, 23 de junho, 2021 - 16:36

 

Plano Safra 2021/22 para o setor do agronegócio foi anunciado ontem (22), em cerimônia realizada no Palácio do Planalto. Segundo a ministra de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a safra 2021/22 terá aporte de R$ 251,2 bilhões e entrará em vigor, oficialmente, no dia 1º julho, com um aumento de 6,3% em relação ao plano passado. 

Do total estipulado para o plano, R$ 165,2 bilhões serão a juros controlados e R$ 86 bilhões a juros livres. De modo geral, as taxas de juros serão mais altas na comparação com o plano anterior, como ocorre com o mercado de modo geral.

Para custeio e comercialização estão destinados R$ 177,8 bilhões. Para os investimentos, o montante é de R$ 73,4 bilhões.

Na agricultura familiar através do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o custeio e a comercialização terão taxas que devem variar de 3%; já no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural), a taxa de juros varia de 5,5. Além disso, também serão destinados R$ 13 bilhões para a chamada equalização de juros, que garante melhores condições para os pequenos e médios agricultores. Para os demais produtores e cooperativas, a taxa de juros fica em 7%; e no programa para financiar máquinas e implementos agrícolas, o Moderfrota, os juros serão de 8,5%.

Projetos sustentáveis

Para o próximo ciclo, o Plano Safra fortaleceu o Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), que é a principal linha para financiamento de técnicas sustentáveis na agropecuária. Neste caso, a linha de crédito terá R$ 5,05 bilhões em recursos com taxa de juros de 5,5% e 7% ao ano, carência de até oito anos e prazo máximo de pagamento de 12 anos.

Portanto, para os investimentos considerados prioritários pelo governo, de promoção da sustentabilidade, o valor dos juros será de 5,5% ao ano. A taxa se refere à projetos de recomposição de reservas legais e áreas de preservação permanentes (APPs). Para financiamento de integração lavoura-pecuária, recuperação de pastagens, irrigação e construção de armazéns, os juros serão de 7% a.a. 

O plano também coloca na mira a bioeconomia na política do Plano Safra através do incentivo a sistemas florestais, produção de bioinsumos e turismo rural, priorizando a agricultura familiar e a agricultura de baixo carbono, que aumentou em mais de 100% neste plano. Com isso, prevê o financiamento para aquisição e construção de instalações para a implantação ou ampliação de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes na propriedade rural, para uso próprio. Também serão financiados projetos de implantação, melhoramento e manutenção de sistemas para a geração de energia renovável. O limite de crédito coletivo para projetos de geração de energia elétrica a partir de biogás e biometano será de até R$ 20 milhões.

Além disso, o Proirriga, programa destinado ao financiamento da agricultura irrigada, terá R$ 1,35 bilhão, com juros de 7,5% ao ano. Já o Inovagro, voltado para o financiamento de inovações tecnológicas nas propriedades rurais, ficou com R$ 2,6 bilhões, e taxas de juros de 7% ao ano.

 

Armazéns

Outro aumento no Plano foi o recurso destinado ao PCA (Programa de Construção de Armazéns) de R$ 4,12 bilhões, aumento de 84% em relação ao plano passado. O valor, de acordo com o governo, é suficiente para aumentar a capacidade de armazenamento em 5 milhões de toneladas de grãos, ou construir cerca de 500 novas instalações.

E, por fim, o seguro rural, com orçamento de R$ 1 bilhão. Para esta safra, o governo promete simplificar e aumentar os limites financeiros e maior subvenção para o milho verão e segunda safra, insumo importante na criação de bovinos, suínos e aves.

(Fonte: Ag.Brasil)

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