Cientistas criam concreto resistente a partir de poeira espacial e sangue humano

Uma vez em Marte ou na Lua, os astronautas precisarão montar sua base e expandi-la a partir dos recursos naturais — os recursos In-Situ (ISRU, na sigla em inglês) — encontrados nesses lugares. Pensando nisso, um grupo de cientistas da University of Manchester desenvolveu uma maneira de garantir um concreto resistente, criado a partir de […]

segunda-feira, 13 de setembro, 2021 - 16:09

(Imagem: Reprodução/University of Manchester)

Uma vez em Marte ou na Lua, os astronautas precisarão montar sua base e expandi-la a partir dos recursos naturais — os recursos In-Situ (ISRU, na sigla em inglês) — encontrados nesses lugares. Pensando nisso, um grupo de cientistas da University of Manchester desenvolveu uma maneira de garantir um concreto resistente, criado a partir de poeira espacial e sangue, suor e as lágrimas da tripulação.

Estima-se que, para transportar um único tijolo para Marte, sejam necessários cerca de US $2 milhões. Por isso, os futuros astronautas que construirão bases em Marte e na Lua precisarão contar com os recursos encontrados por lá mesmo. Os recursos In-Situ normalmente se concentram em rocha solta, poeira (conhecida como regolito) e depósitos de água congelada. Mas um novo estudo apresenta um recurso inédito nessa mistura: fluidos humanos.

Na pesquisa, os cientistas demonstram que uma proteína comum do plasma sanguíneo, chamada albumina, pode atuar como um aglutinante para o regolito lunar ou marciano e, assim, produzir um concreto mais resistente. O AstroCrete, como foi chamado o material resultante, apresentou resistências à compressão de até 25 MPa (magapascais) — um concreto comum tem, em média, uma resistência de 20 a 32 MPa.

Além disso, a equipe descobriu que a incorporação da ureia — produto residual biológico liberado pela urina, suor e lágrimas — poderia aumentar a resistência do AstroCrete em mais 300%. O material de melhor desempenho resistiu a uma compreensão de quase 40MPa, superando os concretos convencionais.

Fonte: Canal Tech

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