Fisioterapia e engenharia mecânica da UFTM se unem e melhoram cadeira usada na recuperação de pacientes acamados

Após inovarem equipamento, fisioterapeuta e pesquisadora Priscila Rodrigues e professor Shimano pretendem lançar cartilha explicativa voltada para fabricação e montagem em casa

terça-feira, 7 de dezembro, 2021 - 15:02

Foto: Unidade de Comunicação HC-UFTM

A busca para proporcionar qualidade de vida a pacientes com enfermidades cerebrais que limitam os movimentos do corpo, uniu a graduação e a pós-graduação de áreas distintas do conhecimento da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFMT), em Uberaba.

Fisioterapia e engenharia mecânica se juntaram para melhorar uma cadeira já existente no mercado, usada por pacientes que estão na etapa de ‘Sedestação a Beira Leito’, ou seja, em uma fase de mobilização precoce, que antecede a saída do leito.

Em 2018, um conteúdo na internet chamou a atenção da fisioterapeuta respiratória Priscila Mauad Rodrigues. Uma cadeira para acomodar pacientes na borda da cama hospitalar. A Dasbel (sigla para Dispositivo Auxiliar de Sedestação a Beira Leito), era feita em PVC e já tinha sido desenvolvida por uma equipe hospitalar multidisciplinar de São Paulo para sentar os pacientes de Centros de Terapia Intensiva (CTI). Sendo um produto não patenteado, o grupo criador permite que ele seja produzido apenas para fins hospitalares ou não comerciais.

“Eu vi essa cadeira, era uma cadeira grande, que não dobrava, não tinha a proteção na frente”, lembrou a fisioterapeuta que há mais de 5 anos integra a equipe da enfermaria de Neurologia no Hospital de Clínicas da UFTM.

Priscila então desejou ter no dia a dia do trabalho um aparato com características semelhantes, porém que fosse dobrável e com cabeceira inclinável.Foi aí que a rotina da fisioterapeuta se encontrou com as dos engenheiros mecânicos.

 

Assistência, ensino e pesquisa

Estimulada com o que viu, Priscila pensou em uma parceria com o departamento de Engenharia Mecânica da UFTM. O professor Marcos Massao Shimano topou o desafio e ajudou a projetar a cadeira em PVC, com base na original e seguindo as sugestões da fisioterapeuta.

A partir de então, a proposta foi criar um modelo que pudesse ser dobrado, coubesse dentro de um armário e tivesse encosto reclinável.

O projeto passou pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição. Depois, juntamente com dois alunos do curso de engenharia mecânica, Priscila e Shimano confeccionaram um protótipo, que foi testado com pacientes.

Nessa etapa, ocorria na prática uma relação entre pesquisa acadêmica e retorno de resultados à sociedade. A cadeira se transformou em um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da engenharia.

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