Rolls-Royce anuncia sistema de propulsão elétrica movida a hidrogênio para aviões

O programa de pesquisas vai além do “Combustível de Aviação Sustentável” (SAF), considerado atualmente como a maneira mais rápida de cortar drasticamente os níveis de emissão de dióxido de carbono (CO2).

terça-feira, 4 de janeiro, 2022 - 14:23

Divulgação.

A Rolls-Royce anunciou o desenvolvimento de um novo sistema de propulsão elétrica movida a hidrogênio em parceria com a easyJet.

No centro dos trabalhos das empresas, um programa de pesquisas vai além do “Combustível de Aviação Sustentável” (SAF), considerado atualmente como a maneira mais rápida de cortar drasticamente os níveis de emissão de dióxido de carbono (CO2).

De acordo com o chefe de desenvolvimento de produto da Rolls-Royce, Jason Ash, a empresa pretende entender melhor outras formas de propulsão, energia e potência, além de todos seus benefícios potenciais e seus desafios.

Sistema de propulsão elétrica movida a hidrogênio terá dois anos de estudos

Para projetar esse sistema, ambas empresas contarão com o estudo de dois anos, que será iniciado já no próximo mês (janeiro/2022), e deve:

Analisar várias tecnologias de baixo carbono;
Analisar tecnologias de zero emissões;
Verificar como essas tecnologias podem ser melhor aplicadas a aeronaves comerciais.
Durante todo esse período, devem ser observados todos elementos envolvidos no ecossistema da operação, iniciando desde sua produção até o transporte, armazenamento e manuseio.

Rolls-Royce pretende acelerar o desenvolvimento de sistemas elétricos

A Rolls-Royce tem como objetivo com esse estudo acelerar o desenvolvimento de sistemas elétricos e de energia baseados em hidrogênio.

Junto a easyJet, pretendem envolver uma ampla gama de conhecimentos de diversas áreas, como fornecedores de energia, reguladores de segurança da aviação, aeroportos e muito mais.

Segundo a companhia aérea, a eletricidade e as células de combustível de hidrogênio deverão ter a capacidade de mudar os voos de curta distância futuramente.

Além disso, segundo o diretor de operações de voo da easyJet, David Morgan, as tecnologias disruptivas (como o caso da propulsão elétrica e a hidrogênio), contam com grande potencial para essas companhias aéreas de trechos de curta distância, como a própria easyJet.

Fonte: Olhar Digital

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