
Imagem: Toda Hora/Reprodução
Algumas ruas do centro de Manaus que ficaram alagadas com a cheia deste ano já começaram a voltar ao cenário normal. De acordo com dados do Porto de Manaus, nesta quarta-feira, 06/07, o rio marcou 29,57 metros. A cota máxima da cheia em 2022 chegou a 29,75 metros, a quarta maior da história.
Onze dias após iniciar a vazante, o rio Negro na capital já recuou 18 centímetros. Desde o dia 26 de junho o processo de descida é constante e não apresentou, até agora, estabilidade no nível da água, segundo registros do Porto de Manaus. Com isso, algumas ruas da área central que foram atingidas pela cheia estão quase secas. Na rua Marquês de Santa Cruz, em frente à Alfândega, a água está esgotando. As pontes de ferro que foram instaladas para facilitar o acesso de pedestres ainda permanecem no local.
“Ainda tem algumas partes alagadas, mas só na beira da calçada, nada que impeça tráfego de pedestres e passagem de carros, não está mais atrapalhando não. A não ser em frente ao Porto que é mais a esquerda da Alfândega”, relatou o comerciante, Maikon Braga.
“O perigo é chover, como as galerias ainda estão cheias, se der uma chuva a água sobe de novo para dentro das lojas porque não tem para onde escorrer, não tem para onde descer”, destacou o comerciante.
Cota de inundação
Apesar da descida do rio, outras ruas do centro continuam alagadas, em especial, Rua dos Barés e o entorno da Feira da Manaus Moderna. Estes trechos são os primeiros a serem atingidos pela cheia e os últimos a secar.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Manaus ainda está com a cota de inundação severa, que é de 29 metros. Nesta marca a água permanece atingindo bairros não só da área central.
“É importante que a população se mantenha atenta, até que o nível do rio realmente tenha descido o suficiente para deixar de ocupar a área urbana, o que ainda deve levar alguns dias para ocorrer”, destacou a pesquisadora em geociências do CPRM, Luna Gripp.
Fonte: Portal Toda Hora.




