Onda de calor na Europa: países enfrentam incêndios florestais, temperaturas recordes e poluição

Com as temperaturas altas, autoridades de vários países europeus emitiram alertas de saúde por causa da onda de calor nos próximos dias

sexta-feira, 15 de julho, 2022 - 14:26

Imagem: Internet

Centenas de pessoas tiveram que ser retiradas de suas casas por causa de incêndios florestais que atingiram a França, Espanha e Portugal nesta sexta-feira (15/07), informou a agência de notícias Reuters.

Na França, mais de mil bombeiros, apoiados por aviões de bombardeiros de água, lutam na última terça (12/07) para controlar dois incêndios no sudoeste do país, causados pelo calor, condições de fogo e ventos fortes. Na região de Gironde, no sudoeste do país, 11,3 mil pessoas foram retiradas de casa. Cerca de 7.350 hectares de terra foram queimados; as autoridades disseram que os incêndios ainda não foram estabilizados.

Em Portugal, embora as temperaturas tenham caído, ainda devem chegar a 40ºC em alguns lugares, com cinco distritos em alerta vermelho para condições climáticas extremas e mais de mil bombeiros combatendo 13 incêndios florestais, informaram as autoridades.

Na Espanha, o Ministério do Meio Ambiente disse que está ajudando a combater 17 incêndios florestais em todo o país. O trabalho agrícola envolvendo máquinas foi restringido. Na Catalunha, no nordeste espanhol, as autoridades suspenderam as atividades de acampamento e esportes em torno de 275 cidades e vilarejos para evitar riscos de incêndio. As áreas da Galícia e da Extremadura permanecem m alerta extremo para temperaturas que devem chegar a 44ºC.

Na Croácia, aviões de combate a incêndios despejaram água sobre florestas em chamas na quinta-feira (14), e tropas foram chamadas para ajudar bombeiros que lutam para conter três grandes incêndios florestais.

Ameaças à saúde

Com as temperaturas altas, autoridades de vários países europeus emitiram alertas de saúde por causa da onda de calor nos próximos dias. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o calor deve reter a poluição no ar – diminuindo a qualidade dele, especialmente nas cidades. “Isso resulta em uma degradação da qualidade do ar e efeitos adversos à saúde, principalmente para pessoas vulneráveis”, completou Labrador.

Na semana de 7 a 13 de julho, Portugal registou 238 mortes em excesso devido à onda de calor. A temperatura mais alta na quinta-feira foi registrada na cidade de Pinhão, no norte do país, com 47ºC, logo abaixo do recorde – de 47,4ºC, visto em Amareleja em agosto de 2003. A ministra da Saúde do país, Marta Temido, disse na quinta (14) que o sistema de saúde enfrenta uma semana “particularmente preocupante” devido à onda de calor, e que alguns hospitais estão sobrecarregados.

Reino Unido em alerta

Mas o pior cenário previsto é o da Grã-Bretanha, segundo a Reuters. Pela primeira vez, a previsão do tempo do país emitiu um alerta vermelho de “calor extremo” para partes da Inglaterra. Na segunda (18) e terça-feira (19), as temperaturas devem atingir níveis recordes, desencadeando um nível de alerta de “emergência nacional”.

A temperatura mais alta já registrada no país foi de 38,7°C, no jardim botânico da Universidade de Cambridge, em 25 de julho de 2019. Mas, agora, a previsão é de temperaturas de 40°C pela primeira vez na história.

“Temperaturas excepcionais, talvez recordes, devem ocorrer no início da próxima semana”, disse o meteorologista-chefe do serviço meteorológico britânico, o Met Office, Paul Gundersen. Segundo ele, a previsão é de 50% de chance de temperaturas acima de 40°C e 80% de chance de uma nova temperatura máxima ser atingida.

Hannah Cloke, especialista em clima da Universidade de Reading, disse que a onda de calor mostrou que as mudanças climáticas estão aqui e há uma necessidade urgente de adaptação. “Estamos vendo esses problemas agora e eles vão piorar. Precisamos fazer algo agora”, declarou à Reuters. “É mais difícil lidar com esses tipos de temperaturas no Reino Unido porque simplesmente não estamos acostumados a elas”, completou.

Fonte: G1

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