Aterro Sanitário de Manaus produz 28,7 mil toneladas de biogás por mês

O potencial de energia da usina de biogás do Aterro Sanitário seria suficiente para abastecer grande parte da estrutura predial de toda a Prefeitura de Manaus

segunda-feira, 25 de julho, 2022 - 16:12

Imagem: Prefeitura Municipal de Manaus

O Aterro Sanitário, instalado no Km 19 da AM–010 (estrada que liga a capital ao município de Itacoatiara), produz energia limpa a partir da captação do biogás. O potencial elétrico estimado é de 10 megawatts, captado em forma de biometano, ou seja, para até 20 mil pessoas. O espaço é administrado pela Prefeitura de Manaus. Nos primeiros seis meses de 2022, o Aterro produziu 172,7 mil toneladas de biogás, uma média de 28, 7 mil toneladas por mês.

Atualmente, o espaço possui um gerador (projeto-piloto) que torna autossuficiente toda a operação do complexo. Além da produção de energia, a captação de biogás instalada no Aterro Sanitário de Manaus realiza a quebra das partículas do gás metano CH-4, gás este 21 vezes mais impactante no efeito estufa que o dióxido de carbono (CO²).

O potencial de energia da usina de biogás do Aterro Sanitário seria suficiente para abastecer grande parte da estrutura predial de toda a Prefeitura de Manaus. Pelas tubulações em Pead da usina de biogás correm, aproximadamente, 6 mil metros cúbicos por hora de biogás e para alimentação do gerador (projeto-piloto), são utilizados apenas 150 metros cúbicos por hora.

Créditos de carbono

Mantido pela Prefeitura de Manaus desde 2008 e essencial para o meio ambiente, a queima limpa de gases de efeito estufa, feita no Aterro Sanitário, elimina 40 mil toneladas de biogás (metano CH4 e CO2) por mês, gerando créditos de carbono ao município.

A geração de créditos de carbono é uma das “moedas universais”, instituídas pelo Protocolo de Kyoto (assinado em 1997), que estabeleceu ao mundo metas de redução de emissão de gases na atmosfera. Essa iniciativa levou a Prefeitura de Manaus a firmar um protocolo de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) com o programa das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, para a geração de créditos de carbono, por meio da queima limpa de gases no aterro sanitário.

Atualmente, os queimadores ou “flares” processam 6.000 metros cúbicos por hora. De 2009 a 2018, foram reduzidas 3.606.344 toneladas de emissão de biogás (metano), sendo a média diária de 1.039 toneladas de biogás.

Fonte: PMM

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