
Uma das inovações das Eleições 2022 é a ampliação do rol de entidades habilitadas a participar como fiscalizadoras do processo eleitoral. O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) foi o único Conselho profissional convidado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a fiscalizar e auditar todas as etapas do pleito. O assunto foi um dos itens destacados nesta quarta-feira (3) pelo presidente em exercício do Confea, engenheiro civ. João Carlos Pimenta, na abertura da 4ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes que acontece até sexta-feira (5) em São Luis, no Maranhão.
“O Confea terá uma participação técnica em todo o processo que consiste em acompanhar e fiscalizar as etapas de desenvolvimento, aperfeiçoamento e implementação de programas de computador que compõem o sistema de captação, processamento e totalização dos votos das eleitoras e dos eleitores brasileiros”, disse Pimenta.
Ainda dentro do contexto de tecnologia, o presidente do Confea fez um panorama do processo de implantação do programa de ‘Integração de Dados’ entre o Conselho Federal e os Conselhos Regionais. “A integração de informações é de fundamental importância para a unidade de procedimentos e para maior celeridade e transparência das atividades, principalmente com a implantação do processo de eleições eletrônicas adotado pelo nosso Sistema. A implantação do programa está em fase adiantada”, garante Pimenta.
Os presidentes dos Creas trouxeram para pauta assuntos relevantes para a Engenharia, a exemplo da nova Lei de Licitações; as alterações da Resolução 1.008 que trata da fiscalização e eleições do Sistema Confea/Crea/Mútua. Entre as propostas aprovadas estão à elaboração de uma Carta para o Desenvolvimento Nacional, por meio da Engenharia, Agronomia e Geociências a ser entregue aos candidatos a presidente, governador e senador. O objetivo da ação é colocar a Engenharia na pauta da política nacional. A Carta será discutida e apreciada pelo CP nessa sexta-feira.
Também foi aprovada a proposta de uma ação legislativa com o objetivo de coibir a utilização da denominação Engenharia Social vinculada ao contexto cibernético. “O termo Engenharia social é usado de forma inadequada como sendo uma técnica empregada por criminosos virtuais para induzir usuários desavisados a enviar dados confidenciais, infectar seus computadores ou abrir links para sites infectados. Ficou decidido que a proposta apresentada pelos Creas Centro-Oeste vai subsidiar uma proposta já aprovada anteriormente no CP e que está em tramitação administrativa no Conselho Federal”, explica Ulisses Filho.




