O presidente do Crea-AM, Eng. Civ. Afonso Lins, participa da 4ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes, que acontece até hoje, sexta-feira (5), em São Luiz (MA). A programação do dia de ontem foi aberta com a apresentação do panorama atual e o potencial de produção do Biogás e do Biometano no Brasil. O tema foi ministrado pela Engenheira de Energia, Isabella Sene, analista da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás) que trouxe para discussão e análise as vantagens e desafios do setor e a importância do apoio do Sistema Confea/Crea/Mútua no fortalecimento dessa cadeia produtiva.

“Hoje, o país desperdiça 100 milhões de m³ de metano renovável por dia, que equivalem a 35% da energia elétrica consumida no Brasil e 70% do diesel. Falamos que é o ‘pré-sal caipira’, porque de fato cada usina de cana-de-açúcar tem a escala de um poço de petróleo do pré-sal”, ressaltou Isabella.
Os dados apresentados mostram que embora atualmente a maior produção ainda venha do saneamento, o setor sucroenergético é o que tem maior potencial de crescimento. Isabella também destacou que o biogás possui potencial para contribuir de maneira expressiva para a redução das emissões de Gases de efeito estufa (GEE), a segurança energética, a universalização do acesso à energia sustentável, a promoção do saneamento e a gestão de resíduos de diversos setores integrada com a produção de energia e de biofertilizante.
“São vários os benefícios dessa fonte de energia, porém existem muitos desafios a superar e precisamos de parcerias”, disse Isabella Sena ao reforçar a importância do apoio do Sistema Confea/Crea/Mútua, no sentido de auxiliar no direcionamento dos pleitos do setor do biogás que tramitam no Congresso Nacional. A analista também propôs uma ação conjunta com os Creas, tendo como foco a discussão sobre políticas públicas para o desenvolvimento do mercado de biogás em cada região.
“O biogás depende da atuação do Estado para fomentar o seu desenvolvimento de forma a aproveitar todos os seus benefícios, mas para isso seria necessária uma coordenação entre políticas públicas nos setores de energia, meio ambiente, resíduos sólidos e saneamento básico”, enfatiza Isabella, ao pontuar o mercado como promissor para a área tecnológica, pelo fato de exigir a atuação de profissionais capacitados em diversas modalidades da engenharia.




