Com a subida das águas, o aterro construído sobre o rio Autaz Mirim, na BR-319, vai dar lugar a uma balsa. A “passagem seca” foi feita pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para restabelecer a trafegabilidade no quilômetro 25 da rodovia federal após o desabamento de uma ponte no dia 8 de outubro de 2022.
O Dnit contratou a empresa Amazônia Navegações Ltda para “prestação do serviço emergencial de transporte de navegação interior de travessia por conjunto Balsa e Empurradores”.
O valor do contrato é R$ 3,9 milhões, tendo custo mensal de R$ 329 mil aos cofres públicos, e é válido por um ano. O extrato da dispensa de licitação nº01/2023 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na edição de quinta-feira, 26/1.
O Dnit informou ao Toda Hora que a previsão para a balsa começar a operar é na primeira quinzena de fevereiro. A autarquia esclareceu que está na etapa de assinatura do contrato para iniciar a operação da balsa, que ficará a cargo da empresa contratada.
Em outubro, três dias após a liberação do aterro que improvisou a travessia onde a segunda ponte desabou na BR-319, o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) alertou que a solução não resistiria à cheia dos rios.
A queda da estrutura ocorreu oito horas após a interdição e não deixou feridos. Caiu 10 dias após outra ponte sobre o Rio Curuçá, a dois quilômetros de distância, também desabar, deixando quatro mortos, 14 feridos e um desaparecido.
Sem previsão
O contrato e a data para início da reconstrução da ponte sobre o rio Autaz Mirim ainda não foram divulgados. Sem licitação, a construção da estrutura sobre o rio Curuçá custará R$ 24,8 milhões e a realização da obra tem o prazo de um ano. Em dezembro, o Dnit começou a demolição e remoção do que restou das pontes. A expectativa da autarquia é que os trabalhos sejam concluídos em 90 dias.
Fonte: Toda Hora





