Acadêmicos constroem o primeiro robô gladiador do Amazonas

Protótipo do Projeto Jungle Bots, que traz a chancela do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia Eletrônica e da Informação da Ufam, o autômato foi mostrado durante Exposição Cultural de Engenharia organizada pelo CREAJr-AM

segunda-feira, 13 de novembro, 2017 - 16:02
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A aglomeração de estudantes entusiasmados no stand do Projeto Jungle Bots durante a Exposição Cultural de Engenharia, organizada pelo CREAJr-AM, denunciava que o assunto ali era algo realmente fascinante. Tratava-se do protótipo do primeiro robô gladiador totalmente produzido por universitários em Manaus, surgido da parceria entre os cursos de Engenharia Mecânica e Elétrica da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
O Jungle Bots, que traz a chancela dos professores orientadores Rafael Mendonça e Cláudio Luis, vai ao encontro dos objetivos propostos pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia Eletrônica e da Informação da Ufam.
Membro do projeto e acadêmico de Engenharia Mecânica, Johnathan Costa, 25, disse que a ideia de construir o robô surgiu durante as aulas de desenho tridimensional, momento em que um pequeno grupo de alunos, por não se identificar com alguns projetos pesquisados, resolveu criar um robô de combate com características que remontassem à ideia de Amazônia. Na busca desse modelo próprio, segundo o estudante, mantiveram contato com membros da Rio Bots, uma das equipes reconhecida mundialmente pela técnica de criar e montar robôs de baixo custo no Brasil.
“Dessa troca de experiência com o pessoal do Rio de Janeiro, surgiu essa vontade de criarmos um protótipo totalmente amazonense. O primeiro passo foi montar a equipe, atraindo colegas de design e dos cursos de Engenharia Elétrica, Eletrônica e Mecânica. O segundo passo foi a escolha de materiais para a montagem do nosso conceito de robô lutador. Atualmente estamos tocando três projetos simultaneamente. Nossa intenção é competir no Inter Challenge Robotics São Paulo, no próximo ano”, explicou o estudante. ProtótipoDotado de dois braços e um corpo maciço ligeiramente octogonal, o robô tem cerca de 20 polegadas de diâmetro e se desloca horizontalmente. Segundo os seus idealizadores, o protótipo levou cerca de um ano para ser construído, utilizando-se conceitos de eletrônica, fabricação mecânica, projetos e programação de computadores. Sua carenagem rajada que mistura tons de verde, lembrando os de um uniforme militar, é feita de uma liga resultado de uma mistura de alumínio, zinco e outros metais leves, mas resistentes a impactos.
“Diferente das outras competições, os robôs de combate nos levam ao extremo da engenharia, onde se tem de fazer muito com poucos recursos, o que estimula a pesquisa com materiais mais leves e resistentes a impactos dos mais diversos. A questão mais preponderante no meio robótico é que o protótipo tem de funcionar, atendendo as expectativas para as quais foi criado”, ressaltou Johnathan Costa.
DesafiosO próximo desafio do Projeto Jungle Bots é montar uma oficina robótica acadêmica, oficializando a sua existência enquanto startup e adentrar no segmento de projetos mais avançados. Os interessados em fazer parte da próxima equipe do Projeto Jungle Bots para 2018 devem enviar currículo para o endereço [email protected]. É necessário ter prévios conhecimentos de mecânica, elétrica, eletrônica ou metalurgia, além de estar cursando a partir do 4º período em qualquer faculdade.
“O início desse novo ciclo de trabalhos na área da robótica chega também com um patamar mais profissional. Vamos em busca de investimentos para garantir mais pesquisas de materiais, na reprodução em laboratório de ligas metálicas leves, na construção de maquinários mais elaborados e na qualificação do nosso capital humano científico”, adiantou Johnathan Costa. O que são robôs?Embora a figura de um robô seja de aparência humana no imaginário das pessoas, nem todos têm esse aspecto. Um robô é toda máquina programada para exercer sozinha algum tipo de trabalho. Portanto, a maioria tem aspecto de máquina ou, no caso dos robôs gladiadores, de um carrinho com quatro rodas.
Porém, os robôs humanoides também têm sido construídos com muita regularidade, inclusive no Amazonas, sendo que alguns são projetados para facilitar serviços domésticos, ajudar portadores de deficiência, auxiliar professores na escola e até distrair crianças hospitalizadas.

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