
O parque vai abranger uma área de 20 mil m² dentrodo campus da universidade e o investimento inicial será de R$ 25 milhões. O processo de desenvolvimento do projeto e suas perspectivas serão o foco daexplanação da coordenadora do Lacis, professora Raquel Naves Blumenschein, duranteo debate que ocorrerá no dia 28 de junho no 84o Encontro Nacional da Indústria daConstrução – ENIC, no Expominas, em Belo Horizonte. O PISAC é resultado de uma parceria entre a Câmara Brasileira da Indústria daConstrução (CBIC), o Governo do Distrito Federal, o Sindicato da Indústria daConstrução Civil do Distrito Federal (SindusCon-DF), a Associação de Empresasdo Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), o Ministério da Ciência,Tecnologia e Inovação e a empresa inglesa Building Research Establishment (BRE), quetem 94 anos de experiência em desenvolvimento de pesquisa e inovação no setor deConstrução. O objetivo do Parque é permitir a realização de pesquisas para conscientizar aIndústria da Construção sobre a importância da utilização de materiais poucopoluentes, a diminuição na geração de resíduos e a necessidade de redução doconsumo de água e energia. Além disso, o projeto prevê a identificação de fragilidadese gargalos na cadeia produtiva, permitindo a prospecção de novos métodos deengenharia e tecnologia para o setor. O projeto do Parque de Inovação e Sustentabilidade do Ambiente Construído foiconcebido em 2010 e, atualmente, está em processo de finalização dos acordos entreseus diferentes agentes, para definir os papéis de cada um e viabilizar os recursos queserão utilizados para a elaboração do projeto de arquitetura e construção do Parque.No último dia 19 de junho, os governos brasileiro e britânico firmaram um acordo decooperação técnica que vai permitir a continuidade do projeto. Um dos modelos utilizados pelo PISAC será o parque tecnológico que a BuildingResearch Establishment (BRE) mantém em Londres, na Inglaterra. Em uma pequenavila constituída por dez casas, os ingleses fazem simulações de tecnologias deadaptação para os efeitos das mudanças climáticas, a fim de testar a resistênciados mais variados materiais. Também há experiências com diferentes modelosconstrutivos que contemplam os conceitos de sustentabilidade e inovação. Raquel Blumenschein ressalta que a efetivação do projeto só será possível caso hajauma aliança entre os agentes envolvidos. “A integração dos setores produtivo, público,academia e terceiro setor é fundamental para a sustentabilidade e o sucesso doprojeto”, destaca. O 84o Encontro Nacional da Indústria da Construção – ENIC ocorrerá de 27 a 29 dejunho no Expominas, em Belo Horizonte. O projeto do Parque de Inovação e Sustentabilidade do Ambiente Construído seráapresentado na Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade, quetem como tema principal a “Modernização do Processo Construtivo Brasileiro:Inovação e Sustentabilidade” e ocorrerá no dia 28 de junho. A professora Raquel Naves Blumenschein fará sua explanação a partir das 16 horas namesa que tem como subtema “Programa de Inovação Tecnológica (PIT): próxima fasee o Parque de Inovação e Sustentabilidade do Ambiente Construído (PISAC)”, e terá,ainda, a participação do Diretor da BKO Engenharia e Vice-Presidente do SindusCon-SP, Maurício Linn Bianchi, e do Chefe de Relações Internacionais da Building ResearchEstablishment (BRE), Orivaldo Barros. A tecnologia no Brasil Segundo dados da Associação Nacional de Entidades Promotoras de EmpreendimentosInovadores (Anprotec), o Brasil tem, atualmente, 25 parques tecnológicos emoperação, além de 17 em fase de implantação e 32 no papel. A região Sudeste abriga64% desses parques, enquanto o Nordeste tem 32% e o Sul 13%. O mais antigo Parque Tecnológico do Brasil é o da Fundação Parque Tecnológico daParaíba – PaqTcPB, que fica em Campina Grande. Fundado em 1984, sua especialidadeé Ciência, Tecnologia e Informação (CT&I). Atualmente, estima-se que os parques tecnológicos em operação no país abriguemquase 550 empresas incubadas, gerando faturamento médio de R$ 1,687 bilhão, R$116 milhões em exportação e R$ 119 milhões de geração de impostos para os cofrespúblicos, além de 26.233 postos de trabalho. Mesmo assim, o Brasil comparece commenos de 1% dos parques tecnológicos existentes no mundo, que hoje ultrapassam amarca de 1.400.Fonte: AF2 Comunicação – 84º ENIC
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