O Plano Brasil 2022 é o foco da apresentação que o ministro fará durante o painel. Para ele, o país possui uma grande necessidade de formar mais engenheiros, melhorar o ensino da matemática e incrementar a produção de conhecimento científico no país. “Na formação tecnológica, temos que, em primeiro lugar, ampliar a formação de engenheiros. Não existe desenvolvimento econômico sem Engenharia. É um processo, que inclui, por exemplo, a formação de professores de matemática. Há uma carência muito grande. Segundo: educação em tempo integral. Terceiro: fortalecimento das escolas de Engenharia”, ressalta.
O segundo debatedor desse painel será o diretor geral da Brainstroming, Raul José dos Santos Grumbach, que vai falar sobre “Cenários prospectivos para o Brasil”. Como o próprio nome já diz, a palestra pretende apresentar as diferenças entre “abordagem prospectiva” – ou seja, quando o planejamento inclui diversos assuntos, – e “abordagem produtiva” – quando o planejamento é focado em apenas um aspecto. Para Grumbach, abordagem prospectiva compreende, entre outros fatores, tecnologias e catástrofes ambientais. Ele afirma que a intenção não é adivinhar o futuro, mas oferecer subsídios para que todos se preparem para o que está para acontecer no país. “O futuro não existe, ele está para ser construído por nós. A única coisa que não pode deixar de existir é a mudança, e vou mostrar como elas devem afetar famílias, instituições e a sociedade como um todo, questionando como elas vão impactar para os profissionais da engenharia, da arquitetura e da agronomia”, defende. Sobre sua previsão do cenário brasileiro, o debatedor faz suspense: “Ah, isso eu vou falar só no dia”.
O tema “Considerações sobre o Desenvolvimento Regional – A Visão das Universidades” é o assunto do reitor Gilberto Luiz Morales Selber, diretor do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub). Segundo ele, a ideia é falar sobre o papel das universidades na formação de profissionais para as duas próximas décadas, tendo em vista as necessidades do novo momento que o Brasil vive. “Questões como a exploração do pré-sal, Olimpíadas e Copa do Mundo são alguns dos exemplos que mostram que o país requer outro perfil de profissional, com formação diferenciada”, afirma.
O quarto e último debatedor será o presidente da Engevix, Cristiano Kok, que fecha o painel 2 com o tema “Desafios, Oportunidades e Desenvolvimento Empresarial”. Cristiano afirma que sua apresentação será voltada ao processo de visão de futuro e desenvolvimento tecnológico especificamente para a engenharia, mostrando, entre outros assuntos, o perfil do engenheiro do futuro. “O engenheiro do futuro vai ter uma forte formação em ciências básicas, será menos especialista e mais abrangente, e terá grande capacidade de relacionamento e comunicação”, defende o engenheiro mecânico. “Ele terá que ter, sobretudo, atitude de aprender”, conclui. A palestra de Kok abrangerá, ainda, questões ambiental e social, preocupação com violência urbana e saneamento básico.
A mesa será coordenada pelo conselheiro federal e coordenador da Comissão de Assuntos Institucionais do Sistema Confea/Crea Kleber Souza dos Santos e contará com o presidente da Mútua de Assistência dos Profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia, José Wellington Costa, e o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Jaime Sunyé Neto, como secretários.
Fonte: Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia Confea
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