
A BRS Saterê e a BRS Marabitana juntam-se a um time de 16 cultivares já disponibilizadas pela Embrapa. A perspectiva é que a dupla possa ajudar a alavancar a produção do Amazonas e a devolver o posto de primeiro lugar em produção de guaraná ao Estado no futuro – a dianteira desde a década de 80 pertence à Bahia. Para isso, é preciso haver a adoção por parte dos produtores. E se depender do agricultor Clodoaldo Carvalho dos Anjos, presente no evento de lançamento, isso deve acontecer. “Tudo o que vimos aqui será um grande incentivo para as comunidades de Itacoatiara produzirem o guaraná”, destacou o produtor, que completou: “acho que o guaraná pode gerar uma boa renda para o agricultor familiar”. A agricultora Helena Soares concorda com Clodoaldo. Para ela, o fruto pode ser uma alternativa para melhorar a vida de pequenos produtores que hoje estão com dificuldades em outras culturas. “Acho que o guaraná pode gerar uma renda boa e pode tirar muita gente do vermelho”, disse. Além da tradição, o interesse dos produtores também fundamenta-se no mercado, que está em ascensão para o guaraná. O fruto é demandado pela indústria em diferentes âmbitos, como cosméticos, bebidas energéticas, refrigerantes, extrato concentrado e fármacos. O preço pago é atrativo, e hoje gira em torno de R$ 20,00 o quilo da semente seca. Para o gerente da Unidade de Itacoatiara do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Paulo Damásio, o cenário atual é estimulante para quem quer produzir. “Com o aumento do preço pago pelo guaraná e com estas tecnologias disponibilizadas pela Embrapa, que garantem resistência ao grande problema que temos em termos de produção e produtividade, que é a doença antracnose, a tendência é o aumento da produção. As nossas terras têm potencial para o guaraná e estamos preparando os produtores para que esta produção aumente”, disse.] O que relata Damásio encontra alicerce em um dado importante: nos últimos cinco anos, a área plantada com guaraná no Amazonas cresceu cerca de 50%, passando de 4,5 mil para 6,7 mil hectares (ha). A agricultora Helena Soares concorda com Clodoaldo. Para ela, o fruto pode ser uma alternativa para melhorar a vida de pequenos produtores que hoje estão com dificuldades em outras culturas. “Acho que o guaraná pode gerar uma renda boa e pode tirar muita gente do vermelho”, disse. Além da tradição, o interesse dos produtores também fundamenta-se no mercado, que está em ascensão para o guaraná. O fruto é demandado pela indústria em diferentes âmbitos, como cosméticos, bebidas energéticas, refrigerantes, extrato concentrado e fármacos. O preço pago é atrativo, e hoje gira em torno de R$ 20,00 o quilo da semente seca. Para o gerente da Unidade de Itacoatiara do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Paulo Damásio, o cenário atual é estimulante para quem quer produzir. “Com o aumento do preço pago pelo guaraná e com estas tecnologias disponibilizadas pela Embrapa, que garantem resistência ao grande problema que temos em termos de produção e produtividade, que é a doença antracnose, a tendência é o aumento da produção. As nossas terras têm potencial para o guaraná e estamos preparando os produtores para que esta produção aumente”, disse. O que relata Damásio encontra alicerce em um dado importante: nos últimos cinco anos, a área plantada com guaraná no Amazonas cresceu cerca de 50%, passando de 4,5 mil para 6,7 mil hectares (ha). A BRS Saterê e a BRS Marabitana foram avaliadas no Amazonas durante oito anos em ensaios preliminares e mais dez anos em ensaios em rede estadual. Com as recomendações do sistema de produção, é possível produzir em torno de 1 a 1,5 quilos de sementes secas por planta, o que representa uma produtividade de 400 a 600 quilos por hectare, em plantios com espaçamento de cinco metros por cinco metros. Assim, em uma mesma área, é possível alcançar uma produtividade cinco vezes maior do que a atual obtida no Amazonas. As características da planta ainda permitem maior adensamento no plantio, sendo possível chegar ao número de mil quilos/ha. Em uma das estações do evento de lançamento, o gerente do Escritório da Amazônia da Embrapa, Rosildo Simplício, e o supervisor do Campo Experimental da Embrapa em Maués, Ribamar Ribeiro, apresentaram o viveiro da Fazenda Rancho Grande, onde as mudas das novas cultivares serão produzidas e comercializadas. O viveirista atendeu a todos os requisitos exigidos e está credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e licenciado pela Embrapa para realizar a produção e comercialização das mudas. “A Embrapa lançou o edital em nível nacional, por 30 dias, e a Fazenda Rancho Grande foi a selecionada para ser a licenciada destas duas novas cultivares”, explicou Rosildo. O produtor Fernando Francelino, gerente e proprietário da Fazenda Rancho Grande, também atesta a qualidade das cultivares lançadas em relação à produtividade e resistência. Ele explica que a BRS Saterê e BRS Marabitana estão, no momento, na etapa inicial de formação na propriedade. “Agora as plantas estão em fase de crescimento. Vai ser feito plantio para formar o jardim clonal, para daqui a dois anos ter este novo material, para aí sim colocar no viveiro e colocar à disposição para o mercado”, disse. O lançamento da BRS Saterê e da BRS Marabitana foi promovido pela Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus-AM) e Embrapa Produtos e Mercado/Escritório da Amazônia. O evento contou com o apoio da Fazenda Rancho Grande, da Prefeitura de Itacoatiara e do Idam. A atividade integrou a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Amazonas. Fonte: SEPROR
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