
Val fez uma abordagem das pesquisas coordenadas por ele no âmbito do INCT Adapta, onde são investigadas as possíveis alterações sofridas pelos organismos em relação aos vários níveis das mudanças climáticas. “Nos últimos 40 anos vivemos uma revolução extremamente importante do ponto de vista tecnológico, a partir dessa revolução também tivemos um conjunto novo de agressões ambientais. Esse é um período curto demais para os organismos se adaptarem”. Segundo ele, as mudanças climáticas são a parte central deste contexto, relembrando os últimos 17 anos foram os mais quentes da história. Para o pesquisador, o nível de adaptação de cada organismo em relação a essas ações é outro ponto importante. “Passamos a ter períodos de cheias e secas mais intensos nos últimos anos, estariam relacionados esses processos às mudanças climáticas? Não sabemos, mas é possível. Os organismos sofrem processos de aclimatização e passam por mudanças profundas quando insistem em viver no ambiente suscetível as mudanças climáticas”, enfatizou. CARBONO DISSOLVIDO Val explicou que os níveis de carbono dissolvido nas águas do rio Negro são altíssimos e algumas pesquisas indicam que esse componente exerce papel importante na proteção toxicológica dos peixes. “Esse elemento tem um papel importante na proteção dos organismos aquáticos. Por ser um elemento presente nas águas há muitos e muitos anos, podemos dizer que a história evolutiva dos peixes está escondida no DNA dos animais dos rios e lagos da Amazônia. Eles guardam informações para se proteger dos desafios ambientais que temos aqui na região”, concluiu. Na opinião do pesquisador, o projeto procura responder questões importantes para o desenvolvimento dos organismos reproduzindo os cenários de mudanças climáticas com base em dados previstos pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) para o ano de 2100. “O Adapta está se propondo a entender como esses diferentes organismos respondem a um desafio ambiental ou então como um único organismo pode sobreviver a diferentes desafios ambientais”, explicou. Fonte: Ciência em Pauta
CREA-AM intensifica fiscalização no Festival de Parintins e reforça segurança das estruturas e valorização da engenharia
A equipe de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do...



