Amazonas enfrentará escassez de gasolina até novembro, afirma Sindicam

Falta do diesel também ameaça crescer devido à dificuldade de acesso causada pelos rios para que as balsas cheguem a Manaus.

quinta-feira, 4 de outubro, 2012 - 11:48
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A capital amazonense e o interior do Estado podem ficar sem combustível até novembro. Devido à temporada de seca do rio Madeira, o álcool anidro – utilizado na fabricação da gasolina comum – fica impossibilitado de chegar ao Amazonas. Enquanto isso, a falta do diesel também ameaça crescer. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcool e Gás Natural do Amazonas (Sindicam), Luis Felipe de Moura Pinto, adianta que a situação só deve se estabilizar quando as águas dos rios subirem. “Não temos alternativa a não ser esperar que o fenômeno natural cesse”, lamenta. O titular da entidade explica que todo o combustível utilizado no Amazonas vem de outras localidades. Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo abastecem Manaus e o interior com gasolina, e a capital de Rondônia é a única fornecedora de etanol. As balsas que saem de Porto Velho percorrem um trajeto atualmente prejudicado pela vazante. “Para que elas possam chegar a Manaus, a carga precisa ser reduzida para menos da metade do habitual transportado”, diz o vice-presidente do Sindicam, Geraldo Dantas. Além dos municípios amazonenses, cidades como Boa Vista e Santarém também dependem do combustível trazido para a capital. Embora um carregamento de 700 mil litros de álcool anidro tenha chegado há menos de uma semana, Dantas destaca que o volume não será suficiente para manter todas as cidades dependentes do combustível abastecidas. No total, podem ser produzidos 3,5 milhões de litros de gasolina comum. “Enquanto o carregamento vier pela metade, sempre seremos notificados de algum posto com combustível em falta”, frisa Dantas ao comentar que postos abastecidos pela Petrobras Distribuidora são os mais atingidos. Diesel também pode ficar escasso Um dos componentes utilizados na fabricação do diesel, o B-100, também deve começar a faltar na capital. O motivo, segundo Moura Pinto, também seria a dificuldade de acesso causada pelos rios para que as balsas vindas do Mato Grosso cheguem a Manaus. A fórmula do diesel disponível nos postos de combustível necessita de 5% do biodiesel (B-100). “Sem o composto, o diesel não pode ser vendido”, salienta o vice-presidente do Sindicam. A falta começou no fim da semana passada e já preocupa empresários. “Na última segunda-feira (1º), soubemos de dois postos no Distrito Industrial que ficaram sem o combustível”, diz Moura Pinto. Fonte: Portal Amazônia

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