
De janeiro a junho deste ano, o Amazonas já registrou 214 focos ativos de queimada, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O índice, que teve seu pico em março, quando 50 indícios de incêndio foram identificados pelos satélites do Instituto, já ultrapassa os 197 casos registrados, no mesmo intervalo de 2013.Os meses de março (50), fevereiro (49), janeiro (46), junho (32), abril (25) e maio (12) apresentaram, respectivamente, as maiores incidências da técnica tradicional destinada à limpeza e fertilização de terrenos nas áreas de plantação e pasto. Com atuais 49 focos ativos de queimada, frente a 16 no ano passado, o mês de fevereiro é o que apresenta o maior incremento, neste ano, 206,2%. Em seguida está abril, com um crescimento de 25%, saltando de 20 para 25 ocorrências; janeiro (24,3%), saindo de 37 focos para 46; e março, com tímidos 2%, saltando de 49 casos para 50, em um ano.Apesar do crescimento mantido nos quatro primeiros meses do ano, em maio e junho o Estado apresentou queda no número de queimadas, de acordo com o Inpe. A redução, de 36,8% e 42,8%, respectivamente, teve como pano de fundo o registro de apenas 32 ocorrências do tipo, nos primeiros dias deste mês, contra 56 em junho passado; e de 19 casos para apenas 12, em maio deste ano.Os meses de agosto e outubro são considerados os com maior incidência de fogo no Amazonas. Além dos prejuízos à vegetação, as queimadas influenciam também o índice de chuvas registrados na região. A causa estaria ligada à diminuição da quantidade de luz solar que chega à superfície gerada pela fumaça.Em todo o ano passado, 5.118 focos ativos de calor foram registrados no Amazonas. Os meses de setembro (1.739) e agosto (1.276) tiveram os maiores índices.Entre os Estados da Região Norte, o Amazonas foi o que apresentou a maior queda no número de queimadas; seguido pelo Acre (25%), partindo de oito para seis focos, neste ano; Tocantins (24,9%) com 873 registros contra 655; Rondônia (18,1%) com 22 contra 18 casos; Pará (17,9%), caindo de 173 para 142; Roraima de seis para zero focos; e Amapá que partiu de um para zero casos, em 2014.Fonte: Portal D24am
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