
A construção de sete usinas hidrelétricas com potencial de 2.790 MWh no Amazonas e Mato Grosso já foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Quatro dessas usinas, construídas na bacia do rio Aripuanã, no sudeste do Estado, serão no Estado do Amazonas, na região dos municípios de Novo Aripuanã e Apuí, que não serão atendidos pela geração de energia dos empreendimentos.Em documento assinado pelo superintendente de gestão e estudos hidreoenergéticos da Aneel, Odenir José dos reis, o órgão declara “Aceitar os Estudos de Inventário Hidrelétrico da Bacia Hidrográfica do rio Aripuanã”, sub-bacia 15, nos Estados de Mato Grosso e do Amazonas, apresentados pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE”. A medida sinaliza que o passo será a realização dos Estudos de Viabilidade Econômica.No Amazonas, a construção de hidrelétricas vai impactar várias unidades de conservação. A principal delas é a Parque Nacional Campos Amazônicos. A Terra Indígena Tenharim do Igarapé Preto também será afetada.Na reunião que ocorreu em Manaus, no último dia 09, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), havia dito que aceitaria contribuições. É o que os analistas ambientais do CEUC estão elaborando.A analista ambiental do Centro Estadual de Unidades de Conservação (CEUC), Geise Canalez, mesmo informada pela reportagem de que o inventário já foi apresentado e aceito, iria enviar até o próximo dia 30 informações para serem adicionadas nos estudos (o inventário está disponível no site da EPE). Ela demonstrou surpresa com o aceite da Aneel e afirmou que os estudos feitos pela EPE nas unidades de conservação não foram comunicados à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS).Fonte: Portal A Crítica.
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