
Além dos municípios de Humaitá e Boca do Acre – em estado de calamidade -, encontram-se em emergência Guajará, Ipixuna, Envira, Lábrea, Pauini, Apuí, Canutama, Manicoré, Novo Aripuanã, Caapiranga, Borba, Nova Olinda do Norte, Tapauá, Itamarati, Autazes, Urucará, Boa Vista do Ramos, Itacoatiara, Anamã, Urucurituba, Careiro da Várzea, Anori, Parintins, Barreirinha, Nhamundá, Careiro Castanho, Manacapuru, Manaus, Maraã, Beruri, Maués, Silves e Tefé.A estimativa da Defesa Civil é a de que mais de 270 mil pessoas tenham sido afetadas pela cheia deste ano, sendo 55.247 famílias atingidas. Informações quanto à possibilidade de estagnação da cheia ou repiquete (alterações de subida e descida drástica do nível do rio) não foram confirmadas pelo órgão. Boca do AcreUm dos municípios mais atingidos pela cheia do rio Purus – com estado de calamidade decretado – Boca do Acre – a 1.028 km de Manaus -, começa a ser reconstruído por meio de incentivos dos governos. A rodovia BR-317, que dá acesso ao município, vicinais, ruas e avenidas da cidade ficaram submersas e foram destruídas durante pouco mais de três meses de enchente.Dezenas de residências, além da estrutura de escolas e postos de saúde do município também foram prejudicadas e devem ser recuperadas.De acordo com o prefeito do lugar, Iran Lima, este ano foi registrada a segundo maior cheia do rio Purus, que chegou a atingir 20,45 metros. “Essa foi a segunda maior, a primeira foi em 1997, que trouxe muitos prejuízos”, lembrou Lima.Aproximadamente um mês após as águas começarem a recuar, deu-se início ao árduo trabalho de recuperação da casa. “Depois que a água desceu, a situação ficou horrível. Tivemos bastante problema de desbarrancamento, pelo menos 32 casas caíram, temos muitas famílias que perderam a moradia e estão sendo assistidas pelo benefício do aluguel social. E também estamos ajudando a reformar as casas”, afirmou o prefeito.Além das residências, as 12 escolas da sede do município e mais de 50 nas comunidades próximas da zona rural tiveram a estrutura comprometida, após a invasão do rio. “As estruturas da zona rural ficaram piores, quebradas e umas tombadas com a força das águas. Estamos economizando, juntado forças para recuperá-las”, afirmou Lima.Mesmo assim, as aulas foram restabelecidas e foi implantado um calendário especial em que o ano letivo se estenderá até meados de janeiro de 2015, para que os alunos não sejam prejudicados.Nível do rio Negro fica estávelCom o nível estagnado há três dias, o rio Negro manteve a cota de 29,48m desde a última sexta-feira (13), o que fez com que o superintendente regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Marco Antônio de Oliveira, se mostrasse otimista “com um possível indicativo de final de cheia”.Apesar de ter alertado no último dia 30, que o rio Negro iria atingir a cota máxima de 29,60 metros, a relativa estabilidade do rio animou o geólogo. “A relativa estabilidade do rio Negro em Manaus associada nos últimos dias ao início de descida das águas em Itacoatiara e Parintins são indicativos de final de cheia”, comentou.Segundo ele, o nível do rio apresentou oscilações que variaram em alguns dias de de 1 a 2 centímetos e de 6 a 3 centímetros. Conforme o CPRM, a cheia deste ano é considerada a quinta maior em Manaus.Comparada com a de 1989, a deste anos está apenas 2 centímetros acima do que foi registrado em julho daquele ano (29,42 metros). Entretanto, ainda não supera o nível do rio Negro registrado em maio de 2012, que foi de 29, 97 metros.Fonte: Em Tempo
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